O objectivo é que o transporte de passageiros em comboio seja reposto à medida que as obras fiquem concluídas, «não sendo admissível a actual situação de encerramento da Linha na íntegra neste troço, por um período tão alargado de tempo, como aquele que foi anunciado – nove meses», critica a comissão, através de comunicado.
Segundo esta, a alternativa em autocarro disponibilizada actualmente pela CP «não é uma oferta válida» para os passageiros que pretendem deslocar-se entre as Caldas da Rainha e Meleças. A justificar a crítica está o elevado tempo de cada viagem (duas horas e um quarto), a «falta de conforto» e os «atrasos significativos» nas horas de partida e de chegada, podendo chegar a «uma hora e mais em muitos casos», com consequências nas ligações aos comboios de Caldas da Rainha para norte.
«No troço entre as Caldas da Rainha e Coimbra ou Figueira da Foz, apesar de reposta a circulação ferroviária, a situação não melhorou significativamente na qualidade do serviço prestado, já que o número de comboios à disposição é agora bastante inferior, havendo espaços de tempo entre comboios no mesmo sentido, a partirem das Caldas da Rainha, da ordem das cinco horas», lê-se na nota.
A CPDLO alerta que, além da necessidade de conclusão das obras de modernização e de electrificação, agravada pelos danos decorrentes das intempéries, a Linha do Oeste está confrontada com a falta de material circulante. Num caso e noutro, critica, «têm faltado as medidas adequadas e atempadas para que este troço ferroviário veja aproveitadas todas as suas potencialidades».
A estrutura admite que «existe uma notória falta de vontade» da parte do Governo e da Infraestruturas de Portugal (IP) em resolver no terreno os problemas com que a Linha do Oeste está confrontada, estando a ponderar uma acção de luta frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, em data a anunciar brevemente. Salienta a este propósito que, dois meses e meio após as intempéries, continua a haver locais onde ainda não se verificou qualquer intervenção, «apesar da menor complexidade, como são os casos críticos de Pinhal (Óbidos) e Outeiro da Cabeça (Torres Vedras)».
Defende, por outro lado, que a falta de material circulante «era previsível há muito e nada foi feito» para assegurar atempadamente a substituição de composições em fim de vida ou com necessidade de significativas modernizações.
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