A 15.ª acção de luta acontece hoje, pelas 16h30, na estação do Oriente. A ruptura do stock dos cartões Lisboa Viva, responsável por inúmeros constrangimentos, a começar pelas longas filas de espera dos utentes, que passaram a ter de adquirir os títulos nas bilheteiras (onde nem sempre se encontram funcionários), é o tema central da acção.
«Este problema corresponde a um claro exemplo da negligência e desresponsabilização da Administração do Metro», refere na sua página do Facebook a Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa. A par deste, os utentes exigem a redução dos preços e a reposição da qualidade do serviço.
Falta preencher quatro dias de luta
Sempre a esta hora, entre amanhã e sexta-feira, 18 de Novembro, estão previstas, respectivamente, acções nas estações da Cidade Universitária, Campo Pequeno, Colégio Militar e Terreiro do Paço.
Para Cecília Sales, responsável da comissão de utentes, até agora o saldo da campanha é «positivo». Afirma que tem havido bastante receptividade aos documentos, onde alertam para a contínua degradação do serviço e enumeram exigências.
Apesar de os problemas serem transversais às várias linhas, sobretudo nos casos de perturbações e de longos tempos de espera, a linha verde (que liga o Cais do Sodré a Telheiras) é neste momento a mais crítica, pelo facto de os comboios circularem com apenas três carruagens. Cecília Sales admite que a nível técnico é possível repor a quarta carruagem retirada em 2012 «sem justificação e por motivos economicistas».
«Mais respeito pelos utentes»
A representante dos utentes refere que esta é uma «justa reivindicação» e que há uma falta de respeito por parte da administração do Metro, que ainda na semana passada encerrou a estação de Arroios para a conferência internacional Web Summit, de modo a colocar seis carruagens a circularem na linha verde, enquanto diariamente os utentes se vêem obrigados a circular em apenas três.
Melhorar as acessibilidades é outra reivindicação apontada nesta campanha, à qual se junta a Associação Portuguesa de Deficientes. Cecília Sales dá o exemplo das estações da Baixa-Chiado e do Rato (onde esta associação está sedeada), para lembrar a recorrente avaria das escadas rolantes, dificultando o acesso ao transporte.
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