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Câmara de Silves rejeita aumento do tarifário da água

O Município de Silves anunciou ter rejeitado o aumento do tarifário da água previsto para o Algarve, considerando a medida «socialmente injusta e penalizadora dos rendimentos das famílias».

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SilvesCréditos / Pixabay

«O Município de Silves rejeitou em sede da Associação dos Municípios do Algarve (AMAL) o aumento dos tarifários da água – foi o único município a fazê-lo», declara a autarquia em nota de imprensa divulgada esta quinta-feira.

Na semana passada, António Miguel Pina, presidente da AMAL (actual Comunidade Intermunicipal do Algarve), anunciou que não se verificaria qualquer aumento primeiro escalão dos tarifários, mas que seria aplicado um aumento de 15% no segundo escalão, de 30% no terceiro e de 50% no quarto, a partir de Março.

O município a que preside Rosa Palma (CDU) afirma que «o segundo escalão de consumo abrange a maioria esmagadora dos consumidores» e, desse modo, a medida afigura-se como «socialmente injusta e penalizadora dos rendimentos das famílias».

«O Município de Silves considera que o caminho da poupança de água no volume do consumo humano (15%), que é absolutamente necessário, passa, essencialmente, pela consciencialização e sensibilização da população, na qual confiamos», afirma o texto.

Refere também como soluções a criação de «planos internos de contingência» e o «combate decisivo às perdas de água na rede de abastecimento público, usando os equipamentos e dispositivos tecnológicos já instalados e funcionais em todo o concelho de Silves».

Falta de água e seca no Algarve não são imprevisíveis

«Há cerca de 20 anos era claro o processo de desertificação nas regiões do Alentejo e Algarve», afirma a autarquia, denunciando que «não existiu planeamento estratégico, plano de acção ou concretização dos investimentos relevantes».

Acrescenta que «os sucessivos governos nada fizeram, e hoje, tardiamente, num cenário extremamente difícil, anunciam medidas de fundo, que já deviam estar concretizadas, soluções drásticas e desproporcionadas, para resolver, temporariamente, o problema da falta de água».

Tendo em conta a escassez das reservas de água superficiais e subterrâneas, o Município de Silves defende a urgência da «execução de medidas imediatas que conduzam à poupança de água, medidas tomadas pelas entidades públicas (governo, autarquias), pelos agentes económicos e pelas populações, não tratando de forma igual o que é diferente».

A nota chama ainda a atenção para a importância económica e social da agricultura, «como elemento da soberania alimentar», e, nesse sentido, considera fundamental que «as medidas impostas» não coloquem em risco «a sua sobrevivência e desenvolvimento sustentável».

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