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Câmara de Elvas quer privatizar o lixo

A Câmara Municipal de Elvas, depois da privatização do serviço público de abastecimento de água, pretende agora entregar também a recolha de lixo a uma empresa privada.

Créditos / O Digital

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração local e Regional (STAL/CGTP-IN) condena a alienação de mais um serviço público essencial e afirma que, ao entregar a recolha de lixo a uma empresa privada, a maioria PS na Câmara Municipal de Elvas está a comportar-se «como uma espécie de comissão liquidatária dos serviços municipais». 

Apesar de, lembra num comunicado, a privatização do serviço público de abastecimento de água «não se ter traduzido» em «melhores serviços e em preços mais acessíveis, bem pelo contrário».

O sindicato alerta que, «tal como as experiências de privatização noutras localidades demonstram», as consequências que resultarão de uma eventual privatização da recolha de lixo passam pela redução da qualidade dos serviços, degradação das condições de trabalho e aumento dos custos para o município e respectiva população.

«A recolha de resíduos é uma competência municipal, é uma tarefa essencial ao bem-estar e à saúde pública, como é hoje ainda mais evidente», salienta, sublinhando que «deve permanecer no domínio público, sob gestão pública municipal».

Tanto mais porque, lê-se na nota, o serviço municipal «reúne todas as condições para prestar, com vantagem relativamente ao sector privado, cujo principal objectivo é o lucro, melhores serviços às populações e melhores condições de trabalho aos trabalhadores que executam essas tarefas».

O STAL frisa que «o caminho» passa pelo investimento na modernização do serviço público de resíduos e que «essa é a melhor forma de salvaguardar os interesses dos trabalhadores e das populações».

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