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Alunos do Politécnico de Coimbra têm de sair da residência para tomar banho

No espaço de três meses, duas inspecções de rotina detectaram a bactéria legionella na Residência Universitária do Instituto Politécnico de Coimbra, em Bencanta. 

Créditos / Notícias de Coimbra

A situação é denunciada pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP), num comunicado enviado às redacções e resulta, lê-se no texto, do «subfinanciamento crónico» a que as instituições de ensino «têm sido votadas por parte dos sucessivos governos de PS, PSD e CDS», tal como da «insuficiência de verbas atribuídas à Acção Social Escolar».

A Residência Universitária de Bencanta onde, além de «problemas estruturais de fundo», no espaço de três meses, duas inspecções de rotina detectaram legionella, é um dos exemplos do desinvestimento no Ensino Superior público.

A situação agrava-se pelo facto de os estudantes continuarem alojados nestas instalações, tendo que se deslocar ao outro lado da Escola Superior Agrária de Coimbra para tomarem banho.

A JCP alerta, que, além de ficar distante da residência, o percurso é feito «sem iluminação» e sem um «mínimo de segurança para os estudantes», e exige alternativas que garantam todas as condições materiais e de qualidade para o alojamento dos estudantes.

«A interdição do uso de água não é resposta», denunciam os jovens comunistas, que simultaneamente reivindicam uma resposta do Governo para os problemas de alojamento: seja o aumento de número de camas disponíveis, seja a requalificação de todas as residências em estado de degradação.

A JCP lembra que tem vindo a denunciar as dificuldades que afectam os estudantes de Coimbra, não só no que toca ao «exorbitante custo de ingresso e frequência» no Ensino Superior, mas também aos problemas relacionados com a falta de condições materiais e humanas, quer nas faculdades, quer nas residências estudantis.

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