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A «união cívico-militar destruiu os planos terroristas» na Venezuela

Maduro sublinhou que a articulação entre Forças Armadas, Polícia e milícias populares foi determinante para «destruir os planos terroristas orquestrados pelos governos de Colômbia e EUA, em plena pandemia».

Grupo de mercenários detidos esta segunda-feira em Chuao (estado de Aragua), com a ajuda dos pescadores locais
Grupo de mercenários detidos esta segunda-feira em Chuao (estado de Aragua), com a ajuda dos pescadores locais Créditos / Twitter

Numa declaração ontem transmitida pela TV, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que «13 terroristas foram capturados» na costa marítima venezuelana, numa acção coordenada entre a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), forças especiais da Polícia e membros das milícias populares que «participam na defesa da paz e da soberania nacional».

As forças de segurança apreenderam material de guerra e estão a dar sequência à operação de detenção dos restantes mercenários participantes na tentativa de incursão armada marítima, disse o chefe de Estado, que denunciou o envolvimento do governo colombiano e da administração norte-americana «nas acções terroristas».

Nicolás Maduro afirmou que, «na Colômbia, se está a preparar um ataque terrorista contra a Venezuela» e que Donald Trump, confrontado com «a tragédia humanitária suscitada pela Covid-19», tenta desviar as atenções atacando o país caribenho. «É criminoso fazer isto no meio de uma pandemia», acusou, acrescentando que os EUA pretendem «criar um cenário de violência na Venezuela e ter justificação para outra escalada militar de intervenção», indica a TeleSur.

De acordo com o chefe de Estado, o governo dos EUA delegou a preparação desta acção à Administração para o Controlo de Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês), tendo o planeamento operacional ficado a cargo da empresa privada de mercenários Silvercorp.

Nicolás Maduro afirmou que a DEA procurou unir esforços a grupos ligados ao narcotráfico, com o objectivo de «propiciar o terrorismo» no país sul-americano: «a DEA procurou os capos e cartéis da Alta Guajira colombiana, da Guajira venezuelana e de vários estados do país, particularmente Falcón, La Guaira, Caracas e Miranda», disse.

Alerta na costa desde 1 de Maio

O dono da empresa de mercenários, Jordan Goudreau, reconheceu numa entrevista ter assinado um contrato com sectores da extrema-direita venezuelana – referiu Maduro –, para mandar mercenários para o país e ali executar acções terroristas contra autoridades.

Mostrou também os documentos de dois dos detidos nas operações na costa marítima venezuelana, cidadãos norte-americanos identificados como Luke Denman e Airan Berry, ligados à equipa de segurança de Donald Trump, segundo revelou o «cidadão venezuelano de apelido Baduel».

As forças de segurança venezuelanas tiveram confirmação do início das operações terroristas na sexta-feira à noite, pelo que, logo no dia 1 de Maio, foram activados todos os mecanismos de vigilância e protecção das costas, explicou Maduro, precisando que «a investigação já decorria há algum tempo» e que «tiveram boas fontes de informação».

Na madrugada de domingo, militares e polícias abortaram a tentativa de desembarque dos mercenários no estado de La Guaira, numa operação em que foram mortos vários terroristas e dois foram presos – um dos quais disse pertencer à DEA. Ontem, foram detidos mais 11 mercenários.

As autoridades venezuelanas denunciaram o envolvimento da Colômbia, por colocar o seu território à disposição de grupos paramilitares, onde são treinados, assessorados e financiados por mercenários e outros agentes norte-americanos, em estreita coordenação com a extrema-direita venezuelana.

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