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Unesco reconhece avanços de Cuba na área da Educação

No seu Relatório de Monitorização da Educação 2020, texto com mais de 400 páginas apresentado esta quarta-feira, a Unesco reconhece as políticas de Cuba para garantir um ensino inclusivo e de qualidade.

Crianças do Ensino Primário em Cuba
Crianças do Ensino Primário em CubaCréditos / Prensa Latina

O documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mais conhecido pela sigla em inglês GEM, destaca a liderança de Cuba no sector, tendo por base avanços como a escolarização a 100% na etapa pré-escolar e valorizando iniciativas como o programa «Educa o teu filho», que proporciona alternativas a crianças de zonas rurais e montanhosas ou com necessidades especiais.

Implementado há quase 30 anos, o programa permite à família preparar as crianças em casa para a posterior integração no sistema educativo sem problemas de aprendizagem, informa o portal cubadebate.cu.

De acordo com o relatório, Cuba atinge na íntegra a meta 4.2 do objectivo de desenvolvimento sustentável que visa garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, bem como promover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos: «Daqui até 2030, garantir que todas as crianças tenham acesso a serviços de atendimento e desenvolvimento na primeira infância e educação pré-escolar de qualidade, de modo a estarem preparadas para o ensino primário.»

O documento, intitulado «Inclusão e educação: Todos, sem excepção», também sublinha o trabalho da maior das ilhas Antilhas ao nível da educação sexual e prevenção do HIV/Sida, ao integrar o tema em planos básicos de estudo, disciplinas opcionais e cursos de pós-graduação, com enfoque de género e de direitos sexuais.

A Missão Permanente de Cuba junto da Unesco destacou, pela voz da embaixadora Yahima Esquivel, o reconhecimento que é dado ao país caribenho no informe, destinado a abordar o andamento da implementação do objectivo de desenvolvimento sustentável relacionado com a educação na Agenda 2030 adoptada pela ONU em Setembro de 2015.

A diplomata cubana lembrou ainda que estes resultados são fruto da vontade política do governo para garantir a Educação como um direito humano fundamental, apesar do impacto do bloqueio económico, comercial e financeiro que é imposto ao país pelos Estados Unidos há seis décadas e do seu recrudescimento nos tempos mais recentes, com a actual administração.

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