|Sudeste Asiático

Sudeste asiático terá prioridade no acesso à vacina chinesa anti-Covid-19

A China afirmou que dará prioridade aos países-membros do mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong no acesso à vacina contra a Covid-19, quando estiver no mercado para utilização pública.

O mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong reúne os seis países por onde o rio Mekong passa
O mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong reúne os seis países por onde o rio Mekong passa Créditos / mekongeye.com

Ao intervir, esta segunda-feira, no terceiro Encontro de Líderes do mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong, o primeiro- ministro chinês, Li Keqiang, propôs também aos seus homólogos de Camboja, Myanmar, Laos, Tailândia e Vietname a criação de um fundo especial de saúde pública com vista ao abastecimento de materiais e à assistência no combate à doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

Também propôs ao bloco, no encontro que decorreu ontem de forma virtual, trabalhar em conjunto para apoiar a Organização Mundial da Saúde, informa a Prensa Latina.

Para além disso, Li afirmou que, com o objectivo de controlar melhor as inundações e a seca, o seu país partilhará informação anual sobre a situação hidrológica do rio Mekong, com 4350 quilómetros de extensão e que a China, onde nasce, designa como Lancang.

O primeiro-ministro chinês afirmou que Pequim se juntará à construção de uma plataforma para partilhar dados sobre os recursos hídricos, depois de defender que os interesses e direitos de cada membro do grupo regional sejam respeitados.

O terceiro Encontro de Líderes do mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong foi co-dirigido pelos primeiros-ministros da China, Li Keqiang, e do Laos, Thongloun Sisoulith, tendo contado ainda com a participação do primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, do presidente do Myanmar, U Win Myint, do primeiro-ministro da Tailândia, Prayut Chan-o-cha, e do primeiro-ministro do Vietname, Nguyen Xuan Phuc.

O bloco regional, criado em 2014, reúne os seis países asiáticos por onde passa o Mekong e, entre as suas áreas prioritárias, incluem-se a conectividade, a capacidade de produção, a cooperação económica transfronteiriça, os recursos hídricos, a agricultura e a redução da pobreza, informa a agência cubana.

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