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Síria pede ao Conselho de Segurança que trave agressões israelitas

O representante da Síria junto das Nações Unidas reafirmou, esta terça-feira, o pedido feito na véspera pelo seu governo, a propósito de mais um ataque israelita contra o Aeroporto Internacional de Damasco.

O ataque israelita contra o aeroporto de Damasco provocou danos consideráveis, mas não vítimas 
Créditos / Prensa Latina

A Síria denunciou as repetidas agressões israelitas contra o Aeroporto Internacional de Damasco e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) que tome medidas imediatas para acabar com estas «flagrantes violações do direito internacional».

Este posicionamento, refere a agência Sana, foi expresso ontem pelo encarregado de negócios em funções na delegação permanente do país árabe junto das Nações Unidas, al-Hakam Dandi, durante uma sessão do CSNU dedicada à situação no Médio Oriente.

Na véspera, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros já se tinha dirigido às Nações Unidas e ao seu Conselho de Segurança, por meio de missivas, nas quais exigia a ambos os organismos que assumissem as suas responsabilidades e agissem de modo a travar os repetidos ataques israelitas contra aeroportos civis sírios, considerando que essas agressões representam uma «ameaça à paz e à segurança na região e no mundo».

Nos documentos, a diplomacia síria fez menção ao ataque israelita mais recente contra o Aeroporto Internacional de Damasco, perpetrado no domingo, às 16h50 (hora local), a partir dos Montes Golã ocupados.

Na sequência do ataque, a infra-estrutura aeroportuária ficou inoperacional, poucas horas depois de ter retomado as suas operações de tráfego aéreo, que haviam sido interrompidas por um ataque semelhante.

O bombardeamento perturbou o trabalho humanitário das Nações Unidas no país levantino, esclarece o texto, lembrando que esta agressão israelita é uma de várias nos últimos dois meses contra território sírio.

Síria e Rússia analisam agressões israelitas no Médio Oriente

Num encontro em Moscovo, o representante especial do presidente russo para Questões do Médio Oriente e África, Mikhail Bogdanov, o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Vershinin, e o vice-ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Bassam Sabbagh, analisaram, ontem, a evolução da situação no Médio Oriente, incluindo os ataques de Israel contra o povo palestiniano e os territórios sírio e libanês.

Segundo refere a Sana, as partes trocaram opiniões sobre a «escalada israelita» na Palestina, com uma «agressão brutal e sem precedentes», bem como sobre «os crimes de genocídio cometidos ao longo de 53 dias» em Gaza pelas forças sionistas.

Numa reunião em que foram abordados os «repetidos ataques sionistas contra os territórios sírio e libanês», Sabbagh sublinhou a necessidade de «travar imediatamente estas agressões, condenar os seus perpetradores e permitir o fluxo contínuo de ajuda humanitária ao povo palestiniano».

Além disso, deixou claro que a Síria «rejeita todas as tentativas de liquidar a justa causa palestiniana», exigindo que o povo palestiniano «obtenha todos os seus legítimos direitos».

Venezuela condena ataque de Israel ao aeroporto de Damasco

Num comunicado divulgado dia 27, o governo venezuelano «condena fortemente o ataque perpetrado por Israel contra o Aeroporto Internacional de Damasco».

«Esta nova agressão por parte de Israel, que gera tensão política e militar no Médio Oriente, no contexto das hostilidades e crimes de guerra perpetrados contra o povo palestiniano, configura-se como uma clara violação evidente do Direito Internacional Humanitário, que até à data resultou em milhares de mártires, múltiplos feridos e na destruição de comunidades inteiras», refere o documento.

Caracas sublinha que a «diplomacia da paz é o único caminho», em conformidade com «os princípios e propósitos defendidos na Carta das Nações Unidas e outras obrigações previstas no direito internacional».

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