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Saque de petróleo sírio é atentado à soberania

A extracção ilegal e o contrabando de petróleo, com o apoio dos EUA, ameaçam a soberania e a integridade territorial da Síria, critica o Ministério russo das Relações Exteriores. 

Soldados norte-americanos em patrulha no nordeste da Síria, a 30 de Janeiro de 2020. Os EUA ocupam ilegalmente essa rica região petrolífera da Síria, na confluência de fronteiras com a Turquia e o Iraque
Soldados norte-americanos em patrulha no nordeste da Síria, a 30 de Janeiro de 2020. Os EUA ocupam ilegalmente essa rica região petrolífera da Síria, na confluência de fronteiras com a Turquia e o IraqueCréditosStaff Sgt. Jodi Eastham / US Army

A denúncia foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia numa conferência de imprensa. Citada pela agência SANA, Maria Zakharova afirmou que a situação em toda a Síria é estável, excepto nas zonas em que os grupos terroristas estão implantados. 

A escalada dos terroristas do Daesh e o aumento dos casos de infecção com o novo coronavírus são alguns dos factores de instabilidade no Nordeste da Síria. Acresce a extracção ilegal e o contrabando de petróleo com o apoio de Washington, que constituem, alerta Zakharova, um saque dos recursos naturais da Síria e um atentado à soberania e integridade territorial do estado.

A responsável adiantou que, com o propósito de facilitar o tráfico de petróleo, os EUA anunciaram excepções às sanções impostas unilateralmente que proíbem qualquer operação relacionada com os combustíveis sírios. 

Contrato «nulo» e «entre ladrões»

O acordo firmado entre as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), maioritariamente curdas, e uma empresa petrolífera norte-americana para roubar o petróleo da Síria foi caracterizado no início do mês por Damasco como um contrato «nulo» e «entre ladrões».

Além de considerar o acordo «nulo» e «sem qualquer efeito legal», o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros alertou então que «tais actos desprezíveis reflectem a abordagem dessas milícias mercenárias, que aceitaram ser uma marioneta barata nas mãos do ocupante norte-americano», e resultam na «continuação da abordagem hostil dos EUA à Síria».

Os EUA têm tropas em pelo menos uma dezena de bases militares no Norte das províncias de Deir ez-Zor, Raqqa e Hasaka, e, em conjunto com as FDS, controlam ali vários campos petrolíferos e de gás.

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