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Reforço do sistema educativo, aposta central da Revolução Bolivariana

Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, o governo venezuelano inaugurou 45 novas universidades e reforçou fortemente as verbas destinadas ao ensino, entendido como «ao serviço do povo».

A Revolução Bolivariana reverteu o caminho seguido pela direita em matéria educativa, apostando no investimento público e na defesa da escola pública, inclusiva e de qualidade
A Revolução Bolivariana reverteu o caminho seguido pela direita em matéria educativa, apostando no investimento público e na defesa da escola pública, inclusiva e de qualidadeCréditosMiguel Moya / questiondigital.com

Cerca de 65% das 69 universidades públicas existentes na Venezuela foram criadas nos últimos 20 anos, durante a vigência da Revolução Bolivariana, sendo que, durante os governos presididos por Chávez, foram inauguradas 26 e, durante a liderança de Nicolás Maduro, mais 19.

Estes números foram lembrados pelo chefe de Estado venezuelano, esta semana, a propósito do início do ano lectivo no Ensino Superior, em que se registou um aumento de 5% no número de matrículas, segundo refere a AVN.

Na ocasião, Maduro sublinhou que, na Venezuela, 78% dos estudantes do ensino universitário estudam num «sistema de Educação pública, gratuita e de qualidade, em universidades históricas financiadas com verbas públicas».

A educação é «a base estrutural, espiritual, cultural e moral de uma sociedade verdadeiramente democrática, capaz de garantir os direitos humanos a toda a sociedade», afirmou no Palácio de Miraflores, em Caracas. Por isso, sublinhou a necessidade de manter e aumentar o investimento público na educação.

Também estabeleceu uma comparação entre os governos da direita e da Revolução Bolivariana em matéria educativa, lembrando que, enquanto governou a direita, o investimento no sector não passou dos 3% e se manteve um processo de privatização do ensino, nos níveis secundário e universitário.

Já a Revolução elevou o investimento no sector para mais de 7,5% do produto interno bruto (PIB). No que respeita a 2018, a verba destinada à educação «foi superior a 10% do orçamento nacional», disse.

Recorrendo à sua conta de Twitter, o presidente da República escreveu que o desafio, agora, é colocar toda esta preparação académica ao serviço do país. A este propósito, a VTV lembra que, em diversas ocasiões, o chefe de Estado venezuelano instou os estudantes universitários a participarem no desenvolvimento e no crescimento do país, para que a Venezuela «se torne uma grande potência».

Alimentação gratuita em mais de 18 mil escolas

Em declarações à imprensa, o ministro da Educação, Aristóbulo Istúriz, disse esta quinta-feira que 18 625 escolas públicas venezuelanas têm garantida a alimentação gratuita, por via do Programa de Alimentação Escolar que o executivo promove.

A este respeito, o ministro explicou que é intenção do governo fazer com que a iniciativa chegue a todos os locais de ensino públicos do país sul-americano, bem como incentivar a produção de alimentos através das hortas escolares – que são também algo «importante para o processo de formação do estudante», salientou, citado pela Prensa Latina.

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