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|Câmara Municipal de Lisboa

Câmara de Lisboa desembolsa 26 milhões de euros para... promover ainda mais turismo

O município de Lisboa aprovou, com os votos de PSD/CDS-PP/IL e Chega, a transferência de 26 milhões de euros para a Associação de Turismo de Lisboa. PCP denuncia a desigualdade na atribuição dos apoios financeiros da autarquia.

Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

Na Câmara Municipal de Lisboa (CML) liderada por Carlos Moedas, há filhos e há enteados. Enquanto «dezenas e dezenas de entidades sociais, culturais e desportivas da cidade», o movimento associativo e várias outra associações e entidades que desenvolvem a sua actividade em Lisboa são obrigadas a cumprir grandes obrigações burocráticas para aceder aos programas de apoio financeiro municipal, a outras associações, ligadas ao poder económico, basta pedir.

Em causa está a atribuição de 26 milhões de euros dos cofres da cidade à Associação de Turismo de Lisboa, para que esta promova o turismo numa cidade que, todos os anos recebe muitos milhões de visitantes. Isto sem nunca especificar «acções a desenvolver, nem objetivos a atingir», denuncia João Ferreira, vereador do PCP, numa nota enviada ao AbrilAbril.

A candidatura da Associação de Turismo de Lisboa «não define indicadores de execução, não clarifica meios a utilizar, nem o nível de comparticipação de outras entidades, privadas, não identifica cofinanciamentos, não justifica opções estratégicas», afirma o comunista. A desigualdade que se verifica na concessão de apoios da autarquia «é escandalosa e não pode passar sem vivo repúdio».

O vereador do PCP considera que, perante o exponencial desenvolvimento do turismo na cidade de Lisboa, a implementação de um programa de incentivo a uma ainda maior procura da cidade, financiado com apoios públicos, «é altamente discutível em face do quadro de necessidades e prioridades com que a cidade se confronta». Os 80 milhões de receitas do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa (FDTL), instituição que vai pagar os 26 milhões, «não podem ser assumidos como dinheiro de fácil acesso, aligeirando compromissos de transparência, de fundamentação e justificação de apoios».

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