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|Armas Químicas

Para May a «convicção» importa mais que resultados da OPAQ

No Parlamento, Theresa May afirmou ter querido «aliviar o sofrimento humano do povo sírio». Sob o Hospital Nacional em Douma, o EAS encontrou um abrigo e um arsenal de armas do Exército do Islão.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou no Parlamento que agiu «de acordo com os interesses» do seu país
Créditos / independent.co.uk

Os laços entre a Turquia e a Rússia são suficientemente fortes para não serem quebrados por declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, disse o ministro turco dos Negócios Estrangeiros turco durante uma conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

«Muitos dos nossos amigos ocidentais fazem declarações populistas», mas de Macron «esperávamos palavras mais adequadas ao nível de um presidente», sublinhou Mevlut Cavusoglu. «As nossas relações com a Rússia estão tão sólidas como antes» do bombardeamento de sábado passado contra a Síria, e que Ancara apoiou no âmbito da NATO.

«Com estes bombardeamentos e esta intervenção separámos os russos dos turcos», afirmara Macron anteriormente, durante uma entrevista televisiva, porque «os turcos condenaram o ataque químico e apoiaram a nossa operação».

Militares do exército sírio (EAS) detectaram um abrigo de terroristas e um arsenal de armas e munições sob o edifício do Hospital Nacional na cidade de Douma, recentemente libertada.

Os mercenários do chamado «Exército do Islão», uma das numerosas designações associadas à rede terrorista Al-Qaeda, eram os responsáveis por essas instalações clandestinas; a situação confirma o facto de os grupos terroristas usarem instalações de saúde, de socorro e os próprios doentes como escudos para se protegerem das ofensivas da força aérea síria.

Os serviços de propaganda dos grupos terroristas, designadamente os chamados «Capacetes Brancos», vêm repetindo a acusação de que os ataques governamentais não poupam, sequer, os estabelecimentos de saúde. O facto de serem usados como abrigos pelos mercenários, agora mais uma vez comprovado, faz cair esta tese pela base.

Sessão tumultuosa no Parlamento britânico

A primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou-se convicta, perante o Parlamento, de que a responsabilidade pelo suposto ataque químico em Ghouta pertenceu ao governo de Damasco. Em sua defesa invocou a existência de um avultado número de informações, inclusivamente fornecidas pelos serviços secretos.

As declarações de May foram proferidas durante uma tumultuosa sessão na Câmara dos Comuns na qual todas as organizações da oposição se pronunciaram contra o facto de o ataque de sábado contra a Síria ter sido decidido sem consulta parlamentar.

«Fizemos o ataque agindo de acordo com os interesses do Reino Unido e não para seguir o presidente Trump», disse a chefe do governo de coligação entre os conservadores e os colonialistas ultradireitistas da Irlanda do Norte, tentando distanciar-se da colagem ao presidente norte-americano de que toda a oposição a acusa.

May deixou claro que a sua convicção é mais importante do que os resultados que venham a ser divulgados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), retomando a tese de que o local do suposto ataque químico está a ser «limpo de provas pelos russos». A primeira-ministra alega que o governo ouviu o procurador-geral antes de decidir associar-se ao ataque e que encontrou nesse parecer «razões não apenas morais mas também legais» para cometer a agressão, «para aliviar o sofrimento humano do povo sírio».

O principal dirigente da oposição, o presidente trabalhista Jeremy Corbyn, desafiou a chefe do governo a apresentar a base legal que invoca para a realização da operação; e pediu que divulgue na íntegra um parecer que disse existir do secretário-geral da ONU, António Guterres, apoiando o bombardeamento contra a Síria.

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