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Mobilização contra a precariedade nas empresas subcontratadas pela Inditex

Além de denunciar o aproveitamento da pandemia, por parte da multinacional, para impor a precariedade em empresas subcontratadas, o protesto exigiu a reintegração de um trabalhador despedido.

Trabalhadores de empresas subcontratadas protestam contra a precarização das condições laborais que a Inditex pretende impor aproveitando-se da emergência sanitária
Trabalhadores de empresas subcontratadas protestam contra a precarização das condições laborais que a Inditex pretende impor aproveitando-se da emergência sanitária Créditos / cig.gal

Trabalhadores de empresas subcontratadas pela Inditex voltaram a mobilizar-se, esta terça-feira, frente à sede do grupo, em Arteixo (Corunha, Galiza), em protesto contra a precarização das condições salariais e laborais que a multinacional pretende impor aproveitando-se da emergência sanitária, informa a Confederação Intersindical Galega (CIG).

Um dos exemplos apontados é o da Sarpel, empresa que há muitos anos faz a manutenção eléctrica das instalações da Inditex na Zona Industrial de Sabón, no município corunhês de Arteixo, e na qual, «de um dia para o outro», cinco trabalhadores foram informados de que iriam sofrer um corte salarial de 400 euros.

Além disso, refere a estrutura sindical, a um destes operários foi comunicada a transferência para as Astúrias, e outro ficou a saber que seria «deslocado».

Quando o trabalhador fez saber que se recusava a ir para as Astúrias, por questões de conciliação familiar, a resposta da Sarpel foi despedi-lo de imediato, acção que, segundo a central sindical, assumiu um «claro carácter exemplificador para o resto do pessoal», tanto desta empresa como das demais que trabalham para Inditex.

A este respeito, Roberto Pérez, responsável da área de Comércio da CIG-Serviços da Corunha, explica que «a Inditex deu ordens à Sarpel e a outras empresas subcontratadas para que rodasse o pessoal por outros serviços das empresas», tendo como objectivo impedir a consolidação de direitos e a reivindicação de melhores condições laborais e salariais, e poupar dinheiro.

O dirigente sindical afirmou que não se trata de um processo de redução de trabalhadores ou de diminuição da carga de trabalho, uma vez que a Sarpel substituiu de imediato o trabalhador despedido e o deslocado por outros dois, mas sublinhou que a empresa aprofundou a precariedade, uma vez que nenhum dos dois foi contratado directamente, mas, sim, através de outra empresa subcontratada.

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