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Médicos cubanos reafirmam altruísmo à chegada de Moçambique

Respondendo às acusações do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, o médico cubano Rolando Piloto afirmou no Aeroporto José Martí que os médicos da Ilha são «escravos da solidariedade e do altruísmo».

Médicos cubanos à chegada de Moçambique, este domingo
Médicos cubanos à chegada de Moçambique, este domingo Créditos / escambray.cu

Chegaram a Cuba, na madrugada deste domingo, os 40 membros da brigada 28 do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias «Henry Reeve» que estiveram na cidade da Beira, em Moçambique, a ajudar a população afectada pelo potente ciclone Idai.

A brigada referida viajou para o país africano poucos dias depois da ocorrência do fenómeno metereológico, em Março deste ano, tendo-se instalado na cidade da Beira, onde criou um hospital de campanha com perfil clínico, cirúrgico e epidemiológico, refere a Prensa Latina.

Falando à chegada a Havana na cerimónia de boas-vindas que teve lugar no Aeroporto Internacional José Martí, o chefe da brigada 28, Rolando Piloto, destacou a capacidade de entrega dos médicos da maior ilha das Antilhas e fez questão de «condenar as palavras» de Luis Almagro, secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), relativas aos «profssionais da saúde», afirmando que são «escravos do governo [cubano] e usados como mão-de-obra barata».

«Respondemos-lhe que somos escravos do nosso altruísmo e especialistas em dar o que temos», declarou Piloto.

Por seu lado, o ministro cubano da Saúde Pública, José Ángel Portal, afirmou que os médicos da ilha caribenha deixaram em Moçambique não apenas resultados médicos, mas também «a marca na Revolução».

«Escreveram uma nova página da solidariedade da saúde pública cubana, e fazem parte dessa história que mostra ao mundo aquilo que somos capazes de fazer», disse Portal, que foi receber os 40 médicos cubanos.

Mais de 22 mil pacientes atendidos

Rolando Piloto precisou que, na Beira, a brigada 28 do Contingente «Henry Reeve» prestou serviços de pediatria, medicina interna, cirurgia, ginecologia, obstetricia, ortopedia e traumatologia, laboratório clínico e ultrassonografia, e instalou uma área de internamento com 12 camas e oito de observação.

Acrescentou que a brigada realizou trabalho nas áreas da higiene e da epidemiologia, nomeadamente ligado à luta contra a malária, o que implicou a visita a cerca de 17 mil habitações e a mais de 50 mil habitantes.

Nos 63 dias em que permaneceram no país africano, os médicos do contingente cubano atenderam 22 259 pacientes e realizaram 331 intervenções cirúrgicas, precisou.

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