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Israel matou 345 palestinianos desde que Trump reconheceu novo estatuto a Jerusalém

Na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, quase 350 palestinianos foram mortos pelas forças sionistas de ocupação desde que a administração norte-americana reconheceu Jerusalém como capital de Israel.

Nas mobilizações da Grande Marcha do Retorno, em Gaza, as forças israelitas mataram mais de 200 palestinianos e deixaram feridos mais de 20 mil
Nas mobilizações da Grande Marcha do Retorno, em Gaza, as forças israelitas mataram mais de 200 palestinianos e deixaram feridos mais de 20 milCréditosMohammed Asad / Middle East Monitor

O número surge num relatório elaborado pelo Jerusalem Centre for Studies of Palestinian and Israeli Affairs [Centro de Estudos de Questões Palestinianas e Israelitas de Jerusalém], que foi apresentado este sábado, segundo referem a agência Fars e a HispanTV.

As forças policiais, militares e dos serviços secretos de Israel mataram 345 palestinianos no território ocupado da Margem Ocidental e na Faixa de Gaza cercada, desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o reconhecimento oficial, em Dezembro de 2017, de Jerusalém como a capital de Israel.

De acordo com o documento, entre os mortos neste período pelas forças israelitas contam-se 71 crianças e nove mulheres palestinianas. Outros sete palestinianos perderam a vida na prisão, 43 morreram na sequência de ataques aéreos e um – o engenheiro Fadi al-Batsh – foi assassinado pelos serviços secretos israelitas (Mossad) na Malásia.

Neste período, refere ainda o relatório, 20 membros da resistência palestiniana foram mortos em diversas operações especiais.

Das 71 crianças registadas, 50 foram mortas nas acções de repressão israelita sobre as mobilizações da Grande Marcha do Retorno, que tiveram início, em Gaza, a 30 de Março último.

Nestas mobilizações, em que os palestinianos exigem o fim do bloqueio ao território cercado e reclamam o direito dos refugiados a regressarem às suas casas, as forças israelitas terão morto 211 palestinianos, de acordo com o documento.

«Solidariedade com o povo palestiniano»

Tendo em conta que a 29 de Novembro se assinala o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, as mobilizações da passada sexta-feira da Grande Marcha do Retorno, que se realizaram pela 36.ª semana consecutiva, tiveram como lema «Solidariedade com o Povo Palestiniano».

As forças israelitas voltaram a reprimir de forma violenta os manifestantes – mais de 12 mil, segundo algumas fontes. O Ministério palestiniano da Saúde em Gaza revelou que 28 pessoas ficaram feridas, depois de terem sido atingidas com balas reais.

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