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Israel destruiu 100 mil zaragatoas destinadas à Palestina

As autoridades de ocupação israelitas causaram a destruição de 100 000 zaragatoas de teste do novo coronavírus destinadas aos territórios palestinianos ocupados. 

Créditos / www.news.cn

Segundo denúncia feita esta terça-feira pela ministra da Saúde da Palestina, Mai Alkaila, citada pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), «as autoridades israelitas obstruíram a entrada de 100 000 zaragatoas oriundas da Jordânia, há alguns dias, causando a sua destruição, não obstante a entrada das mesmas ter sido coordenada com Nações Unidas».

Atendendo a que a escassez de reservas existentes só permitia a realização de testes durante três dias, a sua aplicação na Palestina fica agora restringida aos contactos próximos de doentes confirmados ou prováveis de Covid-19.

Recorde-se que, após soldados israelitas terem destruído, em Julho, um posto de controlo anti-coronavírus criado pelas autoridades palestinianas, o MPPM acusou Israel de minar os esforços dos palestinianos no combate à pandemia e de se alienar das obrigações que o direito humanitário internacional lhe impõe enquanto potência ocupante.

Desde Março que as autoridades palestinianas acusam Telavive de minar as iniciativas levadas a cabo pelos palestinianos para travar a propagação da doença. Mas os ataques proferidos por Israel não se ficam por aqui. No mês de Junho, conforme alertou o MPPM, foi atingido um pico na demolição de casas palestinianas na Cisjordânia, que deixou 151 palestinianos, incluindo 84 menores, sem abrigo.

Até esta terça-feira, a Palestina registava um total de 46 634 pessoas infectadas com o novo coronavírus, 314 mortes e 33 602 casos recuperados. 

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