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EUA incrementam ocupação na Síria por intermédio de aliados curdos

Milícias pró-curdas aliadas de Washington tomaram pela força, no norte da Síria, instalações governamentais de carácter civil e içaram a bandeira dos Estados Unidos.

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Foto de arquivoCréditos / Gaazetapatika10

As chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), maioritariamente curdas, ocuparam pela força instalações governamentais de carácter civil na cidade de Hasaka, capital da província com o mesmo nome, 710 quilómetros a norte de Damasco, Síria.

Entre os edifícios ocupados conta-se, entre outras, a empresa pública de cereais, a companhia de electricidade, empresas do parque habitacional e de informática, e o banco comercial da província.

Registe-se que na província, rica em trigo, têm sido frequentes as queixas de camponeses árabes de incêndios dos seus campos, seja por forças curdas seja por helicópteros dos EUA.

De acordo com o correspondente local da agência síria Sana e vários activistas nas redes sociais, os ocupantes expulsaram os trabalhadores dos edifícios e proibiram os habitantes locais lhes aceder, içando a bandeira dos EUA nos sítios ocupados.

De acordo com fontes no terreno citadas pela Prensa Latina, na região de Hasaka, têm estado a ser preparadas novas pistas de aterragem para os helicópteros norte-americanos, que regularmente abastecem os efectivos das FDS de material bélico e logístico.

Desde Janeiro que comboios militares norte-americanos, por vezes mais de duas vezes por semana, entram no Nordeste da Síria provenientes do Iraque, no que representa um progressivo controlo e ocupação do território.

Neste se concentram, segundo o Link Zeitung de 1 de Julho de 2018, muita da terra fértil e a maioria das explorações sírias de gás e petróleo – que o país está proibido de comprar e vender, devido às sanções internacionais agora agravadas pela chamada Lei César, mas que fluem livremente para as multinacionais norte-americanas, sob a protecção dos ocupantes e seus aliados.

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