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Estudantes reunidos na Venezuela evocam a Reforma de Córdova

Os delegados ao XVIII Congresso Latino-americano e Caribenho de Estudantes, a decorrer em Caracas, evocam os postulados da Reforma de Córdova em defesa da autonomia, gratuidade e democratização do ensino.

Jovens do continente americano na festa que abriu o XVIII Congresso Latino-americano e Caribenho de Estudantes, em Caracas
Jovens do continente americano na festa que abriu o XVIII Congresso Latino-americano e Caribenho de Estudantes, em Caracas Créditos / mppre.gob.ve

A Reforma Universitária de 1918 – também conhecida como Reforma Universitária de Córdova ou Reforma Universitária da Argentina – foi um movimento de carácter juvenil e estudantil, iniciado em Março de 1918 e que se expandiu muito para além das fronteiras da província argentina de Córdova.

«Para a juventude do continente – indica a Prensa Latina – constitui uma premissa para a formação de uma escola na qual se analisem, pensem e transformem os mecanismos educativos da região».

Tendo em conta o centenário, que o ano passado se celebrou, do movimento universitário argentino, os membros das 38 organizações internacionais presentes no XVIII Congresso Latino-americano e Caribenho de Estudantes (CLAE) relembram, esta quinta-feira, os seus postulados, visando criar instituições de ensino que estejam ligadas à sociedade.

Neste contexto e ao intervir numa das sessões de ontem do CLAE, o ministro da Educação Universitária da Venezuela, Hugbel Roa, afirmou que o país sul-americano trabalha no sentido de «interiorizar a necessidade de uma educação que esteja ao serviço dos povos e da integração da Pátria Grande».

Roa destacou ainda o grande investimento da Revolução Bolivariana no Ensino Superior, tendo afirmado que, desde o seu início, há duas décadas, foram criadas 44 universidades no território nacional.

Pleno direito à Educação

Actualmente, «têm acesso ao Ensino Superior 2 829 520 venezuelanos, apesar do bloqueio, da guerra económica e as medidas coercitivas unilaterais impostas ao país pela administração norte-americana», precisou o ministro, frisando que, «na Pátria de Bolívar, se pode falar em pleno direito à Educação».

Dirigindo-se aos jovens que participam no XVIII CLAE, Hugbel Roa disse que «a prioridade do governo do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, é a educação gratuita, de qualidade e libertadora para toda a juventude venezuelana», indica a VTV.

O congresso decorre até ao próximo sábado na capital venezuelana, promovido pela Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), que representa 38 federações estudantis na região e mais de 100 milhões de membros de organizações do Movimento Estudantil Secundário, Universitário e de Pós-graduação de 24 países da América Latina.

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