|Espanha

Enorme «Marcha Saarauí» nas ruas de Madrid pela independência do Saara Ocidental

Depois de múltiplas actividades em vários pontos do Estado espanhol, a «Marcha pela Liberdade do Povo Saarauí» juntou milhares de pessoas nas ruas da capital para denunciar a ocupação marroquina.

Milhares de pessoas mobilizaram-se em Madrid, numa acção que foi o ponto culminante de várias actividades integradas na Marcha pela Liberdade do Povo Saarauí, por todo o Estado espanhol  
Milhares de pessoas mobilizaram-se em Madrid, numa acção que foi o ponto culminante de várias actividades integradas na Marcha pela Liberdade do Povo Saarauí, por todo o Estado espanhol  Créditos / Resumen Latinoamericano

A acção solidária deste sábado em Madrid, convocada e coordenada pela iniciativa Marcha Saarauí e a delegação da Frente Polisário em Espanha, surgiu na sequência do reinício da guerra no Saara Ocidental e, segundo os organizadores, quis mostrar o «apoio firme» dos espanhóis «aos seus irmãos saarauís».

Com palavras de ordem como «Viva a luta do povo saarauí», «Basta de violações dos direitos humanos», «Não ao saque dos recursos naturais do Saara Ocidental» e «Referendo já», a manifestação percorreu as ruas de Madrid entre a Praça de Espanha e a Porta do Sol, onde representantes sindicais, políticos, sociais e da cultura expressaram a sua solidariedade à luta do povo saarauí.

De acordo com o portal insurgente.org, a mobilização serviu para lembrar as «responsabilidades históricas» de Espanha e exigir ao governo espanhol uma atitude «clara e firme» contra a «ocupação ilegal» do Saara Ocidental, reclamar uma «paz justa» para o povo saarauí e pedir à comunidade internacional que intervenha de forma urgente.

A mobilização, que contou com uma forte presença saarauí – delegação da Frente Polisário em Espanha, diáspora e organizações de massas –, recebeu o apoio de vários partidos políticos espanhóis, que reclamaram à União Europeia, às Nações Unidas e ao governo espanhol a adopção de medidas face à «violação dos direitos humanos» por parte do ocupante marroquino, bem como o cumprimento das resoluções aprovadas nas Nações Unidas e o exercício do direito à autodeterminação no Saara Ocidental.

Na Porta do Sol, no final da Marcha, foram evocados os 45 anos de ocupação e o «silêncio» que ela impõe ao povo saarauí. Por isso, refere o Sahara Press Service, os organizadores destacaram como fundamental «derrubar o muro mediático que faz com que a última colónia de África ainda seja desconhecida para uma grande parte da população».

Pelo palco passaram personalidades de várias áreas da sociedade e o discurso final coube ao delegado da Frente Polisário no Estado espanhol, Abdullah al-Arabi, que sublinhou a dimensão «histórica» da mobilização e que a luta deve continuar até à libertação total do Saara Ocidental.

Tópico