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|União Europeia-UE

Conselho Europeu confirma aumento das despesas militares

Apesar das referências à paz e à necessidade de negociações, as decisões do Conselho Europeu continuam orientadas para o prolongamento da guerra, obstaculizando uma solução política negociada.

 

Créditos Yoan Valat / EPA

As conclusões do Conselho Europeu (CE) de 18 e 19 de Junho confirmam, segundo o deputado do PCP no Parlamento Europeu, uma orientação no sentido de «mais militarização, promoção da corrida armamentista, instigação da guerra», mas também na persistência das políticas que agravam as injustiças e as desigualdades, enfraquecem e atacam os serviços públicos». O CE, «apesar das invocações da paz», orienta os seus recursos, instrumentos e decisões «para o prolongamento da guerra na Europa a todo o custo».

João Oliveira regista ainda as «declarações vagas e promessas sem conteúdo, sem qualquer compromisso político ou medida concreta» do CE sobre a degradação das condições de vida dos trabalhadores, nomeadamente o aumento do custo de vida e as dificuldades no acesso à habitação.

Entretanto, o deputado comunista critica também o próximo Quadro Financeiro Plurianual, por nada dizer em relação aos «cortes de verbas que atingem a agricultura, as pescas e a coesão», e prevista «redução financeira dos instrumentos destinados ao emprego, ao combate à pobreza e ao desenvolvimento regional».

Por outro lado, João Oliveira sublinha a posição do Conselho Europeu de continuar a «não codenar a agressão militar dos EUA e Israel ao Irão, nem a ocupação e o bombardeamento do Líbano por Israel», apesar das consequências dessas agressões militares, expressas nos milhares de mortos e feridos, em mais de um milhão de deslocados no Líbano e na destruição de infraestruturas civis».

 

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