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Colombianos levantam-se contra violência policial

Milhares de manifestantes voltaram às ruas na Colômbia para protestar contra a violência policial, 11 dias após o início de uma vaga de protestos originada pela morte de um homem às mãos da polícia.

Protestos contra o governo e a violência policial, Plaza de Bolivar, Bogotá, Colômbia, 21 de Setembro 2020.
Protestos contra o governo e a violência policial, Plaza de Bolivar, Bogotá, Colômbia, 21 de Setembro 2020. CréditosCarlos Ortega / EPA/LUSA

Os protestos, desta segunda-feira, surgem da necessidade de denunciar a repressão exercida pelo Esquadrão Móvel Antimotim (Esmad) contra as mobilizações pacíficas «pela vida e pela paz» que, no contexto do Dia Internacional da Paz, exigem que o governo cumpra o Acordo de Havana e ponha fim à violência no país.

Em várias cidades, membros desta unidade especial da Polícia Nacional lançaram gases, fotografaram, espancaram e detiveram manifestantes, noticiou a Prensa Latina.

A vaga de protestos, que fez 13 mortos e centenas de feridos entre dez e 12 de Setembro, foi desencadeada pela morte de um advogado, a 9 de Setembro, após o uso repetido de uma taser (arma eléctrica) por dois polícias, em Bogotá.

Graffiti de Javier Ordonez, advogado assassinado pela polícia, Bogotá, Colômbia, 21 de Setembro de 2020. CréditosMauricio Duenas Castaneda / EPA/LUSA

O homem, de 46 anos, foi imobilizado no chão por dois agentes e sujeito a repetidos choques eléctricos, um incidente cujas imagens, captadas por testemunhas, causaram indignação no país. A vítima acabaria por morrer horas depois, no hospital.

Um vídeo de quase dois minutos mostra dois agentes da polícia colombiana a administrarem choques eléctricos ao advogado Javier Ordoñez, com este a implorar «por favor» e «agentes, peço-vos», e com testemunhas da cena a pedir também à polícia que parasse.

Na segunda-feira, a justiça colombiana ordenou a detenção preventiva dos dois polícias, acusados de tortura e homicídio qualificado, segundo a AFP.

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