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Centrais sindicais espanholas exigem «mais actos e menos palavras»

As duas maiores centrais sindicais espanholas juntaram 10 mil sindicalistas num encontro realizado em Madrid. Reivindicam, de empresários e do governo, aumentos salariais e o salário mínimo acordados.

As delegações unem-se para entoar o hino da Internacional, no encerramento do acto sindical que reuniu CCOO e UGT em Madrid, a 8 de Fevereiro de 2019.
As delegações unem-se para entoar o hino da Internacional, no encerramento do acto sindical que reuniu CCOO e UGT em Madrid, a 8 de Fevereiro de 2019. Créditos / CCOO

As duas maiores centrais sindicais espanholas, a Comissiones Obreras (CCOO) e a Unión General deTrabajadores (UGT), juntaram mais de 10 mil delegados provenientes de todas as regiões espanholas, representando todos os sectores de produção e serviços do país vizinho. Foi ontem, 8 de Fevereiro, em Madrid, segundo comunicado das CCOO.

O acto sindical, convocado sob a palavra de ordem «Mais actos, menos palavras», visou exigir do patronato a aplicação, em contratação colectiva, de uma subida salarial em torno dos 3% e de um salário mínimo anual de 14000 euros (correspondendo a um salário mensal de 1000 euros em Portugal).

Ao governo de Pedro Sánchez (PSOE) os sindicalistas exigem a modificação das leis laborais aprovadas há sete anos, qu os prejudicam, e a revogação da lei de reforma das pensões aprovada pelo governo de Mariano Rajoy.

«Estamos aqui para exigir que se passe das palavras aos actos, para que recuperemos os direitos que nos arrebataram», referiu Unai Sordo, secretário-geral das CCOO, na sua intervenção. Um momento comovente do encontro foi a actuação da asturiana Marisa Valle Roso, ao fechar a sua actuação com «No poço Maria Luísa», hino popular dos mineiros de Astúrias, que viria a ser adaptada em Portugal como «Hino dos mineiros alentejanos», pelos coros de Aljustrel.

As CCOO (agrupando várias tendências, entre elas a comunista) e a UGT (socialista) são as maiores centrais sindicais espanholas, com cerca de 2 milhões de associados e 200 mil delegados sindicais, muito à frente da USO (cristã) e da CGT (antiga CNT, anarquista).

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