Em conferência de imprensa, esta terça-feira, Bruno Rodríguez destacou que a «agressão multidimensional» dos Estados Unidos contra o seu país «não é um perigo ou ameaça futura, é um crime contra a humanidade em plena execução».
Rodríguez denunciou que o cerco energético e outras medidas de recrudescimento extremo do bloqueio constituem «um acto de genocídio, também tipificado como punição colectiva e uma violação massiva, flagrante e sistemática dos direitos humanos dos cubanos, bem como do direito internacional humanitário».
Afirmando que Cuba não é nem pode ser uma ameaça aos Estados Unidos – uma grande potência militar e nuclear –, o diplomata enfatizou que «o bloqueio e a política de agressão e hostilidade do governo dos Estados Unidos contra Cuba representam uma ameaça à existência e ao bem-estar do povo cubano, e ao exercício dos seus direitos humanos».
Rodríguez recordou que o bloqueio foi condenado 31 vezes pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com o apoio da grande maioria dos estados-membros, e mostrou-se convicto de que este apoio se irá manter na próxima sessão.
«Esforço inconcebível» dos EUA para impedir a sessão
O diplomata denunciou o «esforço inconcebível» da administração norte-americano para impedir a sessão, recorrendo a pressões, chantagens e ameaças contra governos e ministérios dos Negócios Estrangeiros de diversos países.
«A missão permanente dos EUA em Nova Iorque está a ameaçar tomar medidas legais para impedir que a Assembleia Geral se reúna e delibere sobre esta questão», declarou Rodríguez em Havana, citado pela Prensa Latina.
O ministro cubano revelou que o aparelho diplomático do Departamento de Estado norte-americano está a tentar impedir que a Assembleia Geral possa considerar uma questão de interesse global, utilizando a pressão e a ameaça para intimidar os estados-membros.
«Estão a tentar censurar a sua voz e o seu direito a pronunciar-se sobre uma questão directamente relacionada com a paz e a segurança internacionais, e com o bem-estar de todo um povo», acrescentou.
Apoiar Cuba é «apoiar o direito internacional e a Carta da ONU»
Reiterando a sua confiança em que a vasta maioria dos países irá respaldar Cuba na sessão de 7 de Julho, Rodríguez disse que se trata de «apoiar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas».
Em seu entender, a Assembleia Geral é «o órgão mais democrático, universal e representativo das Nações Unidas, e poderá abordar esta questão com objectividade e seguramente em conformidade com os propósitos e princípios da Carta».
«Trata-se de uma situação urgente porque a agressão multidimensional do governo dos EUA contra Cuba já está em curso e intensifica-se. Os seus danos humanitários são crescentes, os sofrimentos e privações que provocam ao nosso povo aumentam a cada dia», frisou.
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