O ministro das Finanças de Israel, o fascista Smotrich, anunciou esta quarta-feira um novo projecto, de grande dimensão, para expandir colonatos judeus em terras palestinianas.
A medida integra-se num plano sionista mais amplo com vista a reforçar as infra-estruturas de planeamento no projecto de colonização da Cisjordânia e de Jerusalém ocupadas.
As unidades agora aprovadas inserem-se em vários projectos, com o intuito de expandir três colonatos já existentes e, dessa forma, a influência dos colonos nos territórios ocupados.
De acordo com o ministro genocida, 1006 unidades habitacionais serão construídas num colonato nas imediações de Jerusalém, 922 perto da cidade de Nablus (Norte da Cisjordânia) e 234 nas imediações de al-Khalil (Hebron).
«Continuamos a construir a Terra de Israel na prática», disse Smotrich, citado por The Cradle. Os colonatos «irão fortalecer o nosso domínio sobre a terra, reforçar a segurança de Israel e estabelecer factos concretos que impeçam a criação de um Estado terrorista árabe no coração do país», declarou o sionista.
Avançar para a anexação de facto da Cisjordânia
The Cradle lembra que, desde que o governo extremista liderado por Netanyahu assumiu o poder, no final de 2022, as autoridades israelitas aceleraram os planos para a anexação de facto da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental ocupadas.
Em Fevereiro, o governo sionista aprovou um processo de registo de terras que permite a Israel reivindicar território na Cisjordânia ocupada como «propriedade estatal» caso os palestinianos não consigam provar a posse. Poucas semanas depois, foram aprovados dezenas de novos colonatos ilegais, sublinha.
Por seu lado, o portal Middle East Eye divulgou em Maio uma investigação detalhando a «Nova Nakba» que se intensificou contra as comunidades palestinianas de Jerusalém Oriental ocupada desde Outubro de 2023.
De acordo com a investigação, 20 mil casas que são propriedade de palestinianos estão actualmente sob ordens de demolição israelitas em Jerusalém Oriental ocupada.
Aceleração da ocupação
Por seu lado, a organização israelita Peace Now (Paz Agora) denunciou que 2025 é o ano com maior número de aprovações de planos para novos colonatos – 41, que dizem respeito tanto a novos colonatos como à legalização retroactiva de postos avançados.
Um responsável da organização disse à agência Anadolu que este recorde anual – que bate qualquer período idêntico desde 1993 no que respeita à expansão ilegal dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada – está relacionado com os planos do governo para anexar o território e bloquear a criação de um Estado palestiniano.
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