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Solveig Nordlund para ver na Cinemateca

Com o ciclo «Solveig Nordlund – um percurso singular», a Cinemateca destaca a obra da realizadora sueca naturalizada portuguesa, co-fundadora do Grupo Zero, em 1974.

Imagem de <em>Até amanhã, Mário</em> (1993) 
Imagem de Até amanhã, Mário (1993) Créditos / Cinemateca

O ciclo começa no próximo dia 21, com a exibição de Dina e Django (1981), a primeira longa-metragem de Nordlund, que tem como pano de fundo a Revolução dos Cravos e é uma produção do Grupo Zero.

Solveig Nordlund nasceu na Suécia, em 1943, e naturalizou-se portuguesa nos anos 60, por via do seu casamento com o realizador Alberto Seixas Santos.

Em 1974, foi uma das fundadoras da cooperativa Grupo Zero, de que fizeram parte nomes como Acácio de Almeida, Alberto Seixas Santos, Fernando Belo, Joaquim Furtado, Jorge Silva Melo, José Luís Carvalhosa, Leonel Efe, Lia Gama, Paola Porru, Serras Gago, Teresa Caldas ou Ricardo Costa.

Ali, co-realizou os seus primeiros filmes, documentários de intervenção política, filmados em pleno período revolucionário, assinados colectivamente. No dia 22, a Cinemateca, em Lisboa, exibe A Luta do Povo – A Alfabetização em Santa Catarina (1976), Assim Começa uma Cooperativa (1977) e A Lei da Terra (1977).

No dia seguinte, 23, estão em destaque três adaptações de peças do dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz – «a relação com o teatro é um aspecto fortíssimo e transversal a toda a obra da realizadora», sublinha o texto de apresentação.

Trata-se de Música para Si (com Isabel de Castro), Viagem para a Felicidade (com Lia Gama) e Novas Perspectivas (com Dalila Rocha), levadas à cena pela Cornucópia. Nos três filmes de Nordlund, «a protagonista está sozinha (ou praticamente) no ecrã».

Num ciclo que só termina em Julho e de que será publicado um catálogo, destaque ainda para Até amanhã, Mário (1993), rodado na Ilha da Madeira, e uma «denúncia sobre o turismo sexual, com exploração de menores».

«Por tudo o que já realizou em cinema, seja ficção (de maior ou menor duração), seja documentário seja em Portugal ou na Suécia, a obra de Solveig Nordlund tem uma amplitude e uma riqueza que vale bem a sua (re)descoberta», afirma a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

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