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Residência artística de «A Gráfica» em Setúbal

O coreógrafo e bailarino Francisco Camacho conduz, a partir desta segunda-feira, uma residência artística para revelar diferentes olhares sobre a cidade sadina.

Créditos / Câmara Municipal de Setúbal

A iniciativa ocorre com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal e a «Viagem Sentimental» centra-se numa reflexão e investigação visual de vários locais de Setúbal, através de histórias e relatos da comunidade local.

Francisco Camacho revela, em nota da autarquia, que «é um projecto que permite deslocar-me aos locais sem ter a sensação de ser só um turista ou de ter um conhecimento superficial e passageiro dos locais onde estou».

Está prevista a participação de pessoas de Setúbal, com idade superior a 18 anos, sem experiência profissional, que tenham interesse em experimentar a incursão no palco, sendo-lhes pedido que respondam de forma criativa a elementos que definem a cultura local, promovendo, ao mesmo tempo, o enriquecimento da criatividade do bailarino.

As sessões realizam-se de 10 a 17 de Maio, de 14 a 18 e de 21 a 23 de Junho e de 1 a 7 de Julho, entre as 18h00 e as 21h00 em A Gráfica – Centro de Criação Artística, instalada no antigo Armazém de Papéis do Sado.

O resultado desta residência artística terá estreia a 8 de Julho, no âmbito da terceira edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal.

Francisco Camacho estudou dança e teatro em Portugal, na Companhia Nacional de Bailado e no Ballet Gulbenkian e em Nova Iorque (EUA) na Merce Cunningham Dance Studio, no Movement Research, na Susan Klein School e no Lee Strasberg Theatre Institute. Tem formação em voz, guionismo e escrita criativa e é autor de solos como O Rei no Exílio e Nossa Senhora das Flores, e de peças de grupo como Dom São Sebastião e Gust.

É membro fundador e director artístico da EIRA (organização de produção e realização de espectáculos) e já recebeu, ao longo das mais de três décadas de carreira, várias distinções, como o Prémio Bordalo de Dança, da Casa da Imprensa, e o Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão, da Fundação Calouste Gulbenkian.

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