|Sugestões culturais

30 de Julho a 5 de Agosto

Pós-laboral

Por aqui passarão algumas coisas que vi, li ou ouvi, ou que quero ver, ler ou ouvir. Começo na semana que começa Agosto, mas garanto que a silly season não passa por aqui.

Acervo fotográfico de Roland Oliveira no Jardim do Corregedor, em Lisboa, património da Fundação Benfica
Acervo fotográfico de Roland Oliveira no Jardim do Corregedor, em Lisboa, património da Fundação BenficaCréditosRoland Oliveira

Nos ecrãs: 

1) Entre 1975 e 1981, Miles Davis decide «desaparecer». É este o período que o filme Miles Ahead usa como ponto de partida para nos apresentar um dos maiores génios da música. Don Cheadle não se fica pela interpretação – que adivinho excelente –, neste filme, que não pretende ser uma normal biopic, o actor aventura-se na realização. O filme certo para que os fãs incondicionais de jazz e de Miles Davis levem aqueles que ainda não se deixaram cativar pelos ritmos do estilo.

2) Os Jogos Olímpicos (JO) são o evento desportivo mais assistido em todo o Mundo. Percebe-se porquê. Os Jogos do Rio 2016, mesmo antes de começarem, estão envoltos em polémicas e escândalos vários. No fundo um espelho da sociedade desequilibrada e alarmada que carazteriza o nosso quotidiano. Rio 2016, terá todos os ingredientes para marcar a História dos Jogos, talvez pelos piores motivos, ou mais uma prova de que os JO não serão nunca apenas sobre o desporto e as medalhas.

Nas folhas: 

Bem sei que o calor do verão apela mais ao relaxamento que à análise, mas os jornalistas Filipe Santos Costa e Liliana Valente conseguem analisar de uma forma minuciosa mas leve (no melhor dos sentidos) a história d'O Independente até à saída do seu PP, Paulo Portas.

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Em O Independente: A máquina de triturar políticos, os dois jornalistas contam-nos as histórias das duas personagens maiores do jornal que marcou os anos 80 e 90: Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso.

Recomendo vivamente a leitura deste livro, editado pela Matéria Prima em 2015, onde no final será talvez caso para candidamente perguntar: «mas como é que ainda meio mundo se deixa levar por esta gente?» A única falha do livro será talvez o seu título, apesar de moer, mastigar, e até ter levado a algumas demissões, O Independente não terá triturado, pelo menos definitivamente, assim tantos políticos. É ler e perceber quantos é que ainda andam por aí...

Nas paredes: 

Quero ir à Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa, ver as fotografias de Roland Oliveira.

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Nesta exposição, cheia de «flagrantes» e «bonecos», relembramos a vida social e desportiva do Sport Lisboa e Benfica, entre 1955 e 1962.

O acervo de um dos maiores fotógrafos desportivos nacionais que documenta um passado cheio de glórias e vitórias mas sobretudo feito de pessoas, acontecimentos e modos de estar e de ser. 

Um importante documento para a memória colectiva do desporto nacional, patente até 15 de Outubro.

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