|Música

Palma terá novo disco de originais em 2020

Além do novo álbum e da comemoração dos 45 anos do primeiro trabalho de originais, Jorge Palma celebra 70 anos, em Junho do próximo ano. «Bem, ainda não cheguei, calma aí», avisou.

CréditosPaulo Novais / Agência Lusa

O novo álbum de originais de Jorge Palma, o primeiro desde 2011, sai em 2020 e já tem oito canções escritas. Depois do anúncio, ontem, no último espectáculo da digressão Expresso de Outono, na Figueira da Foz, Jorge Palma garantiu à Lusa que «vai haver» disco novo em 2020 – o primeiro álbum de originais em nove anos – mesmo se a concretização do projecto «tem sido o diabo, porque tem havido muito trabalho» em concertos.

«Já tenho sete canções mais este "Expresso de Outono" [novo tema tocado na digressão homónima] mas agora é acelerar aqui os motores, eu tenho estado no máximo de calma. Esta semana que vem, apesar de ter um concerto na sexta, terça, quarta e quinta-feira, vai ser para trabalhar, trabalhar mesmo [no novo disco]», afirmou Jorge Palma.

O cantor e compositor, que em 2020 celebra 45 anos da edição do seu primeiro álbum, Com Uma Viagem na Palma da Mão, editado em Setembro de 1975, confirmou que o seu processo de criativo «é caótico» e que funciona «um bocado por impulso, por instinto».

«Há pessoas que escrevem todos os dias, eu devia fazer isso, mas não faço. Mas apetece-me agora, tenho alguns assuntos para abordar», afirmou. Não adianta para já quais, justificando-se com o tal processo criativo muito próprio, que «está um bocado em turbilhão», com «apontamentos por todo o lado» e memorandos de voz no dictafone.

Mas com temas já escritos e um declarado apetite de voltar para estúdio, Jorge Palma revela, no entanto, que ambiciona juntar no novo álbum o septeto que construiu a digressão Expresso de Outono e com quem partilha «um ambiente do caraças» – constituído, para além do seu piano, guitarras e voz, por Pedro Vidal (guitarras e direcção musical), Gabriel Gomes (acordeão), Vicente Palma (guitarras e teclados), Nuno Lucas (baixo), Tomás Pimentel (trompete) e João Correia (bateria) – a outras sonoridades como as cordas de uma pequena orquestra.

«Provavelmente vou ter cordas, isso de certeza, não sei se vai ser um quarteto de cordas ou uma pequena orquestra, tipo filarmonia, não vou para a grande orquestra», frisou.

Em 2020, além do novo álbum e da comemoração dos 45 anos do primeiro trabalho de originais, Jorge Palma celebra 70 anos, em Junho. «Ando muito contente por chegar aos 70? Bem, ainda não cheguei, calma aí», avisou.


Com agência Lusa

Tópico