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«Embarcação do Inferno» regressa ao Teatro da Cerca, em Coimbra

Com mais de cem sessões apresentadas e visto por mais de 11 mil espectadores, o espectáculo Embarcação do Inferno está de volta, este mês, ao palco do Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.

Ana Meira e Maria João Robalo em a «Embarcação do Inferno»
Ana Meira e Maria João Robalo em a «Embarcação do Inferno»CréditosPaulo Nuno Silva / A Escola da Noite

Desenvolvido em co-produção pelas duas companhias portuguesas que mais têm trabalhado e divulgado a obra de Gil Vicente – A Escola da Noite, de Coimbra, e o Centro Dramático de Évora (Cendrev) –, o projecto Embarcação do Inferno regressa em Novembro ao Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, para uma nova temporada para o público escolar e duas sessões para o público em geral.

Numa nota em que dá conta da sua programação para o mês de Novembro, A Escola da Noite revela que o espectáculo, estreado em Outubro de 2016, já teve mais de cem apresentações – em múltiplos palcos do país – e foi visto por mais de 11 mil espectadores.

No regresso a Coimbra, Embarcação do Inferno será apresentado em dez sessões para o público escolar (de 9 a 16 de Novembro, às 11h e às 15h) e em duas sessões para o público em geral, nos dias 17 (21h30) e 18 (16h). Depois disso, informa a nota, seguirá para Braga (Theatro Circo, 22 e 23 de Novembro) e Ponta Delgada (Teatro Micaelense, 30 de Novembro e 1 de Dezembro).

«Numa altura em que se comemoram os 500 anos da sua primeira apresentação e da sua primeira publicação (2016-2018), A Escola da Noite e o Cendrev, ambas com um longo e aprofundado trabalho em torno do reportório vicentino, construíram a sua versão do grande clássico do teatro português, também conhecido como Auto da Barca do Inferno», lê-se no texto.

«O espectáculo é um convite ao público para que volte a olhar para a peça e a confrontar-se com tudo o que ela continua a ter para nos oferecer, cinco séculos depois», revela A Escola da Noite.

Como «marca habitual» destas companhias, o espectáculo mostra «o texto na íntegra (na versão fixada por Paulo Quintela, nos anos 50), com uma abordagem cénica contemporânea».

Co-encenado pelos directores artísticos d'A Escola da Noite, António Augusto Barros, e do Cendrev, José Russo, o espectáculo junta em palco oito actores de ambos os grupos (e alguns bonecos): Igor Lebreaud, Maria João Robalo e Miguel Magalhães (de Coimbra), e Ana Meira, Jorge Baião, José Russo, Rosário Gonzaga e Rui Nuno (de Évora).

Na equipa artística, integram-se João Mendes Ribeiro e Luísa Bebiano (cenografia), Ana Rosa Assunção (figurinos e bonecos), António Rebocho (luz) e Luís Pedro Madeira (música).

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