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Cendrev e A Escola da Noite voltam a juntar-se para apresentar Gil Vicente

O Cendrev e A Escola da Noite apresentam no conimbricense Teatro da Cerca de São Bernardo, a partir de 13 de Janeiro, Floresta de Enganos, de Gil Vicente, com encenação de José Russo. 

«Floresta de Enganos» Créditos / Carolina Lecoq

Escrita e representada pela primeira vez em Évora em 1536, Floresta de Enganos é a última obra de Gil Vicente. Considerada, a muitos títulos, como uma «peça-problema» dentro da obra vicentina, é uma peça de enigmas e mistérios, de subentendidos que deixaram de ter o seu contexto, em que se cruzam os planos de seres mitológicos e terrenais.

Classificada como comédia na Compilação de 1562, esse é o tom em que a peça se desenvolve, com personagens que reciprocamente tentam enganar-se em histórias paralelas e um gran finale, com casamento e música.

«No prólogo, o Filósofo anuncia mesmo uma "fiesta de alegría", que começa com um Mercador que "pensando d'enganar, /ha de quedar engañado" e ao longo da qual havemos de conhecer a história de Grata Célia, filha do Rei Telebano, vítima dos amores do próprio Cupido e dos sucessivos enganos que este engendra para conquistar o afecto da Princesa», lê-se na apresentação.

Com encenação de José Russo, director artístico do Cendrev, Floresta de Enganos é a terceira co-produção entre as duas companhias, depois de O Abajur Lilás, de Plínio Marcos (2012) e de Embarcação do Inferno, também de Gil Vicente (2016).

O texto é representado em português, com a tradução dos versos castelhanos feita por José Bento em 1999, para o Teatro da Cornucópia, publicada pela Assírio & Alvim.

O elenco é composto por Ana Meira, Beatriz Wellenkamp Carretas, Hugo Olim, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa e Miguel Magalhães e o espaço cénico foi criado por João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano e Sebastião Resende (também autor das esculturas que integram a cenografia).

A equipa artística inclui ainda Paulo Vaz de Carvalho (música e oralidade), Ana Rosa Assunção (figurinos e adereços) e António Rebocho (desenho de luz). 

Depois da estreia em Évora, no passado dia 2 de Dezembro, o espectáculo abre o ano teatral do Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, com uma temporada de quatro semanas, entre 13 de Janeiro e 6 de Fevereiro, e os bilhetes já estão disponíveis.

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