Depois de todos descerem a Avenida da Liberdade na tarde do 25 de Abril, a Academia Recreio Artístico (ARA) volta a ser palco de uma celebração que une música, memória e luta. A partir das 19h, o espaço recebe as atuações de Bruno Humberto e do duo Enkō b2b Cravo, além das vozes do Coro Lopes Graça, num evento que alia a festa à reflexão política e cultural.
A iniciativa assinala a 3.ª edição das festividades organizadas pela associação, num ano particularmente simbólico: celebram-se os 50 anos da Constituição da República Portuguesa. «A Lei Fundamental não é o fim; é o roteiro para a construção de uma sociedade que nos garanta uma vida digna e plural», afirma a associação num comunicado.
A organização sublinha, no entanto, as dificuldades enfrentadas pelos espaços associativos e culturais: «Sentimos a pressão sobre os nossos lugares de encontro: as associações, as colectividades e todos os espaços onde a liberdade se trabalha.» Defende que a liberdade «exige condições concretas» como o direito à cidade, o acesso real à cultura e a garantia de que as vozes da comunidade «têm onde ecoar».
A mensagem final é também um alerta e um convite à acção: «Defender o nosso tecto e a autonomia das nossas instituições é defender a própria promessa de Abril. Se o projeto constitucional ainda está por completar, é na rua e na união que encontramos a força para o fazer, transformando a resistência em existência.»
A entrada é livre, e apela-se à participação de todos: «Tragam os vossos cravos e a vontade de concretizar o que ainda nos falta.»
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