Elisa Loncón, de 58 anos, natural de Traiguen, região no sul do Chile, é Mapuche e professora de Linguística da Universidade de Santiago.
A eleição aconteceu em dois turnos. No primeiro, nenhum dos 155 membros obteve maioria para assumir a presidência: a dianteira foi dominada por Loncón (58 votos) e o deputado da direita Harry Jürgensen (36 votos). Só na segunda votação ficou definida a eleição de Loncón.
No seu discurso, Loncón agradeceu «o apoio às diferentes coligações que entregaram a sua confiança e depositaram os seus sonhos no apelo feito pela nação Mapuche, para votar numa pessoa mapuche, numa mulher, para mudar a história desse país».
Segundo Loncón, esta é a oportunidade de construir «um Chile plurinacional, um Chile intercultural, que não atente contra os direitos das mulheres, um Chile que cuide da Mãe Terra».
A professora Mapuche, Elisa Loncón, também revelou que a presidência da Convenção será rotativa e dará espaço a diversos sectores dos povos indígenas, com o objectivo de «refundar o Chile».
Do lado de fora do Congresso de Santiago, centenas de manifestantes foram agredidos pela polícia chilena. Na sua maioria mapuches, estavam em frente ao edifício, onde aguardavam o início das votações.
As forças militares do governo de Sebastián Piñera usaram bombas de gás lacrimogéneo e canhões de água para reprimir os manifestantes.
A violência atrasou os trabalhos iniciais da Convenção Constitucional, que chegou a ser suspensa a pedido dos partidos de direita.
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