Centenas de carreiras foram fundidas em apenas três grandes grupos profissionais, durante governos do PS e, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL/CGTP-IN) esta foi uma situação nunca corrigida. A consequência na vida dos trabalhadores foi directa com a desvalorização dos trabalhadores que promoveu a polivalência de funções, ignorando a diversidade de conteúdos funcionais e as exigências habilitacionais e profissionais das diferentes carreiras.
Num momento em que o custo de vida se faz cada vez mais sentir e, simultaneamente, o Governo gaba-se de excedente orçamental, não faltam razões aos trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública exigirem a reversão do que consideram ser uma injustiça.
Neste sentido, o STAL acusa o actual governo do PSD/CDS-PP de afirmar que pretende valorizar os trabalhadores da Administração Pública, mas de não apresentar «nenhuma proposta concreta e transversal» para uma real valorização e dignificação das carreiras. Como consequência, afirmam, que os trabalhadores estão «cada vez mais à mercê da estagnação salarial e da desvalorização dos seus salários reais», com remunerações empurradas para baixo e mais próximas do Salário Mínimo Nacional.
Em comunicado, o sindicato sublinha que estes trabalhadores são imprescindíveis para que os Serviços Públicos respondam às necessidades das populações, estando presentes em sectores como a Saúde, a Educação, a Segurança Social, a Higiene Urbana, o abastecimento de água, a Justiça, a Cultura, o Ambiente e o Desporto, a Investigação e Ciência, a Segurança e a Defesa. «Todos eles mal pagos, desvalorizados e ignorados pelo Governo», denunciam.
Perante este cenário, os trabalhadores exigem uma política diferente, que reconheça a especificidade das profissões e valorize as carreiras. Para tal, consideram essencial a abertura imediata de negociações com o Governo. As reivindicações imediatas são o reconhecimento da especificidade das profissões; a valorização imediata das carreiras; e início imediato de processos negociais.
A jornada de luta marcada para amanhã, dia 2 de Outubro, pretende demonstrar ao Governo que os trabalhadores das carreiras gerais «não podem esperar mais». O comunicado termina com um apelo à mobilização: «Todos os trabalhadores das Carreiras Gerais — Assistentes Operacionais, Assistentes Técnicos e Técnicos Superiores — estão convocados para esta jornada de luta! O nosso trabalho merece respeito! Vamos mostrar a nossa força!».
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