|resíduos sólidos e urbanos

Trabalhador da SUMA faleceu em acidente de trabalho

O STAL alerta para a urgência da aplicação de medidas para a redução dos riscos laborais e de uma activa fiscalização por parte da ACT.

Com a privatização dos serviços de água e lixo os trabalhadores têm postos em causa os seus postos de trabalho
Créditos / Correio da Manhã

A notícia é dada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN), que lamenta a ocorrência do acidente de trabalho que vitimou um trabalhador da SUMA em Montalvo (concelho de Constância).

«Apesar de passar quase despercebido no quotidiano, o sector da recolha de resíduos sólidos é essencial para a sociedade e emprega milhares de trabalhadores [...] que auferem na sua grande maioria o salário mínimo nacional e que estão sujeitos a riscos acrescidos», pode ler-se na nota sindical.

Esta realidade levou o STAL, desde há vários anos, a exigir ao Governo e às empresas de recolha de resíduos que implementem o subsídio de insalubridade, penosidade e risco.

O sindicato lembra que, além dos riscos associados à manipulação de resíduos sólidos, estes trabalhadores enfrentam o risco de queda por frequentemente serem transportados em pequenas plataformas nas traseiras dos camiões de recolha. «Quedas que ocorrem inúmeras vezes e cujas consequências podem ser extremas, como é o caso do trabalhador que agora faleceu», acrescenta.

O comunicado refere ainda a obrigação das entidades empregadoras de desenvolverem medidas para «a redução de riscos laborais» e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) em «fiscalizar activamente o cumprimento de normas de segurança» por parte das empresas.

O STAL entende que é «essencial que se apurem responsabilidades» no caso do acidente que vitimou mortalmente este trabalhador e que se tomem «medidas preventivas» para reduzir os acidentes de trabalho no sector.

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