Nenhuma das muitas conquistas do novo acordo entre os trabalhadores da Veolia na Super Bock, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) e as entidades não surgiram por «iniciativa ou generosidade patronal»: são resultado directo da «determinação dos trabalhadores», que se recusaram a aceitar «propostas insuficientes» e lutaram pelo que lhes pertence.
Vários meses de greves, plenários e concentrações resultaram num aumento salarial mensal de 80 euros (com retroactivos a Janeiro de 2026), e a valorização dos subsídios de turno (deixa de ter um valor fixo de 100 euros e passa a corresponder a 10% da remuneração base) e de prevenção (também 10% da base). A juntar às muitas conquistas de 2025, trata-se de uma valorização remunerativa superior a 500 euros todos os meses – o valor quase duplica face a 2024, antes da mobilização sindical, quando a remuneração na Veolia era de apenas 900 euros.
«A vitória agora alcançada confirma uma verdade fundamental: quando os trabalhadores se organizam, discutem coletivamente os seus problemas e assumem a luta como instrumento de transformação das suas condições de vida, criam a força necessária para conquistar aquilo que lhes é negado», defende o SINTAB.
Os trabalhadores da Veolia desempenham, diariamente, «funções essenciais ao funcionamento das instalações industriais da Super Bock, contribuindo directamente para o processo produtivo, para a continuidade da laboração e para a criação de riqueza de um dos maiores grupos cervejeiros nacionais». A luta destes profissionais passa agora pela integração nos quadros da Super Bock, «beneficiando da contratação colectiva aplicável aos restantes trabalhadores da empresa», seus colegas de todos os dias.
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