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Mobilização contra os despedimentos e pelo direito ao trabalho

Sublinhando que o «distrito de Lisboa é uma região do País onde o flagelo do desemprego paira sobre muitos trabalhadores», a União dos Sindicatos de Lisboa agendou uma acção de denúncia para dia 19.

A CGTP-IN quer intensificar a acção reivindicativa em torno dos salários, da contratação colectiva e da precariedade.
A União dos Sindicatos de Lisboa promove uma acção de denúncia e protesto pelo direito ao trabalho e contra os despedimentos (imagem de arquivo) Créditos / Interjovem

A iniciativa (concentração/desfile/vigília) terá lugar na próxima terça-feira às 17h30, entre o Largo de Camões e a Assembleia da República, com o lema «Travar os despedimentos! Pelo direito ao trabalho, emprego de qualidade!».

Entre os objectivos enunciados pela União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), que promove a mobilização, contam-se a luta contra a precariedade e o desemprego, bem como a luta pela revogação das normas gravosas da legislação laboral.

«O futuro do País constrói-se com uma política assente na estabilidade, segurança de emprego e com salários dignos enquanto elementos estruturantes da nossa sociedade. Só assim poderemos perspectivar um futuro para a nossa região e o nosso país», defende a estrutura sindical numa nota.

3633

Em 2020, 3633 trabalhadores «foram vítimas de despedimentos colectivos» no distrito de Lisboa, revelou a USL/CGTP-IN.

A USL sublinha o «impacto desestruturante» que o desemprego tem na vida dos trabalhadores e das suas famílias. «São vidas que ficam suspensas e que aguardam desesperadamente por dias melhores», frisa, precisando que, «só no ano de 2020, 3633 trabalhadores foram vítimas de despedimentos colectivos no distrito de Lisboa».

Nesta região do País, o «flagelo do desemprego paira sobre muitos trabalhadores e uma das principais razões prende-se com a falta de qualidade do emprego», afirma o texto, sublinhando que oito em cada dez trabalhadores têm vínculo de trabalho precário. «Estes trabalhadores rodam sistematicamente entre a situação de emprego e desemprego», alerta.

Para a União dos Sindicatos de Lisboa, trata-se de uma situação que exige uma «resposta unida, firme e determinada» de todo o movimento sindical unitário, nos sectores privado e público, e nos mais diversos ramos de actividade.

«É urgente travar este caminho de destruição de postos de trabalho, que atira os trabalhadores para o desemprego e arrasta para situações de pobreza milhares de famílias, e que, nalguns casos, configura verdadeiros crimes contra a economia nacional», defende.

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