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Mantém-se a instabilidade na Groundforce

Há vários meses que a SPdH/Groundforce admite dificuldades de tesouraria, fruto da queda abrupta de actividades, que as medidas de apoio e protecção ao emprego decretadas pelo Governo apenas atenuaram.

Os trabalhadores da SPdH/Groundforce, após anos, conseguiram que fosse retomada a negociação da contratação colectiva
Créditos / Agência LUSA

Em causa está a instabilidade permanente no que toca ao cumprimento dos compromissos salariais e fiscais, denuncia em nota o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), sendo públicos os números que apontam para um previsível prejuízo no exercício de 2020 na ordem dos 20 milhões de euros.

A instabilidade é motivada pelo facto de, há quase um ano, a empresa ter apresentado à ANA e ao Governo um conjunto de medidas de curto e de médio prazo, que considerava essenciais para a sustentabilidade da SPdH/Groundforce, mas que estão por aplicar.

De entre essas medidas, o sindicato destaca um pedido de empréstimo de entre 30 a 35 milhões de euros, que considera ser a solução «menos má».

Lembrando que, apesar das dificuldades, a empresa não tem ainda endividamento bancário, o sindicato frisa que o Governo não aprovou medidas específicas para o sector e que a empresa foi sendo «empurrada de ministério em ministério», sem que a situação seja resolvida. Em causa estão 2400 famílias, sublinha a organização sindical.

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