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Luta na Embraer em defesa dos postos de trabalho

Os trabalhadores da Embraer rejeitam pressões e chantagens para aceitarem acordos de despedimento, afirma o SITE Sul, apelando a que o problema seja levado para as ruas de Évora este sábado.

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Desde meados de Julho que os trabalhadores da construtora de aviões nas instalações de Évora têm sido confrontados com a imposição de propostas de rescisão do contrato de trabalho, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN).

Segundo o sindicato, estas chamadas «propostas de rescisão amigável» são acompanhadas «das mais variadas formas de assédio» aos trabalhadores, como a alteração repentina de funções, a troca dos horários de trabalho, ameaças de lay-off ou de adaptabilidade de horário (banco de horas), que significariam graves prejuízos monetários para os trabalhadores e desregulação da sua vida.

«A Embraer tem vindo a ter, ao longo dos anos, práticas de individualização das relações de trabalho, através do isolamento de cada trabalhador, instalando e generalizando o medo entre os trabalhadores, impedindo assim a discussão dos problemas internos», pode ler-se na nota.

Os problemas não começaram nesta tentativa de despedimento, uma vez que estes trabalhadores não vêem reconhecidas as suas categorias profissionais de acordo com a contratação colectiva das indústrias metalúrgicas e químicas, nas quais estão inseridos, nem lhes é atribuída a justa valorização salarial, pela execução e desempenho de tarefas de elevada especificidade.

A organização sindical apela a que os trabalhadores adiram à acção de luta convocada pela CGTP-IN para as 10h30 deste sábado, em Évora, para «denunciar estas práticas e exigir o fim das chantagens, pressões e intimidação».

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