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Greve na Administração Pública arrancou em força

A greve nacional da Administração Pública teve durante esta noite uma elevada adesão, com dezenas de serviços encerrados na recolha de lixo, bem como em vários hospitais e unidades de Saúde pelo País.

Piquete de greve nos serviços de Loures, 15 de Fevereiro de 2019
Piquete de greve nos serviços de Loures, 15 de Fevereiro de 2019Créditos / STAL

Sobre os dados da noite, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL/CGTP-IN) confirmou que, no arranque da greve, às 22h, o panorama registado foi de uma elevada adesão em muitos municípios do País.

«Os primeiros dados revelam o encerramento dos serviços de recolha nocturna de resíduos sólidos nos concelhos de Almada, Alcochete, Amadora, Évora, Loures e Odivelas, Moita, Palmela, Seixal, Setúbal, bem como uma forte adesão noutros municípios: 60% no Funchal, 70% em Lisboa – Garagem dos Olivais, 50% em Sintra e 60% em Vila Franca de Xira», lê-se na nota.

A paralisação nacional de hoje foi convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN), a que se juntaram mais tarde os sindicatos da UGT. Em causa está a decisão unilateral do Governo de promulgar o diploma que fixa o salário mínimo no Estado em 635 euros, à revelia das posições sindicais.

Em comunicado, o STAL reitera que a elevada adesão reflecte o «profundo descontentamento dos trabalhadores da Administração Local, por verem mais uma vez a melhoria das suas condições de vida adiada por este Governo». 

«Dez anos passados sobre o último aumento salarial, o Orçamento do Estado para 2019 prossegue com a obsessão pelo défice», frisa a estrutura, que acrescenta que «os trabalhadores consideram que é inaceitável que o Governo insista em arrastar no tempo a resolução dos graves problemas», acrescenta.

Saúde acompanha elevada adesão

No turno da noite, mais de duas dezenas de hospitais de várias zonas do País apresentaram uma adesão entre os 75% e os 100%. Os dados avançados pela Frente Comum, com o cumprimento dos serviços mínimos, apontam que os hospitais de S. José e de Santa Maria (urgência e bloco), em Lisboa, registaram uma adesão de 100% e o Hospital D. Estefânia de 98%.

Além disso, os hospitais Amadora/Sintra, de Gaia e de Chaves registaram 90% de adesão e nas unidades hospitalares de S. Francisco Xavier, de Santo António e Pedro Hispano, ambos no Porto, foi de 80%. Ainda nesta cidade, no Hospital de S. João, a adesão relativa ao turno da noite foi de 75%.

A Frente Comum salienta ainda que o Hospital da Universidade de Coimbra, a Maternidade Daniel de Matos, a Maternidade Byssaia Barreto, o Hospital Geral dos Covões e o Hospital Pediátrico estiveram só com os serviços mínimos.

Ainda na região Centro, o Hospital de Pombal, Hospital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (Santa Maria da Feira), Centro Hospitalar Baixo Vouga (Aveiro), Centro Hospital Tondela/Viseu, Unidade de Saúde Local da Guarda, Centro Hospitalar de Leiria e Centro Hospitalar do Oeste (Caldas da Rainha) também estiveram no turno da noite só com serviços mínimos.

Com agência Lusa

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