A CCT sublinha que este negócio entregava a refinaria de Sines a uma sociedade sediada em Espanha, controlada por fundos estrangeiros, e deixava a rede de retalho repartida com a Moeve. Por outro lado, o fim do negócio mantém a Galp não só como uma empresa integrada, da refinação à distribuição, mas também como uma peça central da soberania energética do País.
A Comissão de Trabalhadores, que sempre criticou este negócio, alertou para o facto de nem o primeiro-ministro nem o Presidente da República terem assumido uma posição clara sobre este negócio e o futuro de uma empresa estratégica para Portugal. Por outro lado, considera que enquanto a Galp estiver nas mãos de interesses privados, o futuro da empresa será decidido em função do que é melhor para os accionistas e não do que é melhor para o País.
A CCT compara esta situação com a de outros países europeus em que os respectivos Estados têm reforçado o controlo sobre empresas de energia, e denuncia o facto de a Galp manter a porta aberta a novas “parcerias estratégicas”. Ao mesmo tempo, a propósito dos 1.494 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses do ano, apresentados pela empresa esta segunda-feira, afirma que estes números mostram uma riqueza criada pelos trabalhadores, exigindo reinvestimento «na própria empresa, em todas as suas áreas e nas suas pessoas».
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