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Após vitória de Lula, centrais sindicais reafirmam a continuação da luta

As principais centrais sindicais do Brasil saúdam a reeleição de Lula da Silva como uma vitória da democracia contra o retrocesso, sublinhando que a energia das ruas deve agora traduzir-se em direitos, emprego de qualidade e combate às desigualdades.

Créditos Isaac Fontana / EPA

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva foi recebida pelo movimento sindical brasileiro com um forte sentimento de vitória popular e democrática. Numa declaração conjunta subscrita em São Paulo pelas principais centrais do país, incluindo a CUT, a Força Sindical, a UGT, a CTB, a CSB, a NCST, a Intersindical, a Pública Central do Servidor e o Foro Sindical de Trabalhadores, estas sublinham que o resultado eleitoral confirmou a vontade de o Brasil continuar a trilhar um caminho de desenvolvimento com justiça social e soberania.

«A vitória do presidente Lula é da esperança e da democracia. É a afirmação de que o Brasil acredita que pode continuar mudando e construindo um futuro de vida melhor para todos», destacam as organizações no documento divulgado a 25 de Outubro.

A força e a alegria das ruas

Numa altura em que o capital e os interesses económicos pressionam pela manutenção de agendas neoliberais, as centrais sindicais foram assertivas quanto ao papel insubstituível da luta organizada.

«Nenhum governo conseguirá realizar estas transformações sozinho», sublinharam as organizações no texto, alertando que a participação dos trabalhadores expresso nos processos eleitorais tem de se traduzir em mobilização permanente, pressão social nas ruas e capacidade de incidência directa nas decisões públicas.

A unidade demonstrada entre sindicatos, movimentos sociais e juventude é apontada como o principal escudo contra as tentativas de bloqueio das reformas estruturais de que o Brasil necessita, reforçando que a emancipação dos trabalhadores continuará a depender, antes de mais, da sua própria força organizada.

O manifesto sublinha igualmente a renovação geracional verificada na campanha, com a energia da juventude a somar-se à unidade forjada entre sindicatos, movimentos sociais, partidos políticos e a sociedade civil organizada em defesa da democracia e contra a barbárie neoliberal.

Da mobilização à concretização de direitos

Apesar da celebração, o movimento sindical deixou claro que o processo não se esgota nas urnas. O texto aponta para os enormes desafios que se colocam no horizonte do novo mandato presidencial, exigindo a continuidade da luta dos trabalhadores para garantir emprego digno e salários justos, redução da jornada laboral, justiça climática e tecnológica e a participação dos trabalhadores.

Concluindo com um agradecimento directo ao Presidente reeleito, o manifesto sublinha que os sonhos colectivos transformados em organização e luta são o verdadeiro motor da mudança no Brasil. «A eleição terminou, mas a extraordinária mobilização do segundo turno inaugura um novo ciclo de participação e esperança. Muito obrigado, Presidente Lula. Agora é hora de fazer a esperança avançar!», lê-se no documento.

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