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Já dirigiu um ofício à secretária de Estado Adjunta e da Educação

Fenprof preocupada com mobilidade de professores doentes

Continua por publicar e por abrir o prazo para a regulação da mobilidade de professores por motivo de doença. Fenprof considera que têm de ser agilizados procedimentos por parte do Ministério da Educação.

Passado mais de um mês desde que se encerrou a negociação relativa ao novo despacho regulador da mobilidade de professores por motivo de doença, este continua por publicar e por abrir o prazo de apresentação dos correspondentes pedidos.

Segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof), a origem deste atraso estará na decisão do Governo de, já depois de concluído aquele processo negocial, submeter o correspondente projecto de despacho a uma discussão pública por um prazo de 30 dias.

A Fenprof considera que, para além do atraso que implica, não é legítimo que o Ministério da Educação (ME) alegue a obrigação de desenvolver um conjunto de procedimentos de audição pública em torno desta matéria.

A federação sindical sublinha que esta é uma situação «muito preocupante», desde logo, porque os médicos que habitualmente acompanham os docentes estão, em grande número, a entrar em período de férias, o que colocará enormes dificuldades no âmbito da instrução dos pedidos de mobilidade. Acrescenta que a questão «poderá ter alguma repercussão no processo de colocação de docentes para o próximo ano lectivo».

Perante este cenário, apelou ao ME, em ofício que dirigiu à Secretária de Estado Adjunta e da Educação, datado de 24 de Julho, para que agilizasse procedimentos, mais concretamente, através da disponibilização online do documento a ser preenchido pelo médico, não tendo obtido qualquer resposta até ao momento.

Sobre a redução de turmas em 2016/17

De acordo com informações que chegam das escolas, há risco de redução de turmas no próximo ano lectivo. Para a Fenprof, se tal acontecer, «não resultará do que o actual Governo fez, mas do que ainda não fez».

Para a federação sindical, pode ser uma situação a acontecer se forem mantidas medidas do anterior governo, como reduzir o número de turmas e, assim, o de professores; não haver redução do número de alunos por turma; não ser garantido o fim das turmas do 1.º ciclo com diversos anos de escolaridade; e não se ter iniciado a desagregação dos mega-agrupamentos.

A Fenprof afirma ainda a possibilidade de o número de turmas ser reduzido pelo facto de, às que integram alunos com necessidades educativas especiais (NEE), se aplicar a medida «redução de alunos» apenas se estes permanecerem, no mínimo, 60% do tempo lectivo. Uma medida anunciada como promotora de inclusão que, no entender da estrutura sindical, poderá transformar-se num factor de ainda maior exclusão. Esta é uma preocupação que a Fenprof tem manifestado e que, sublinha, tem vindo a ser referida pelas escolas.

Para a Fenprof, do actual Governo «espera-se uma postura diferente», havendo medidas correctoras que, «até ao início do ano, poderão ser ainda tomadas».

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