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Fenprof denuncia despedimento colectivo no Instituto D. João V

A direcção do colégio privado, pertencente ao grupo GPS, comunicou a intenção de iniciar um processo de despedimento colectivo a curto prazo, a pretexto da redução de turmas e da quebra de receitas.

Os professores admitem o alargamento da greve ao final do ano lectivo, caso o Ministério da Educação não responda às reivindicações
Os professores admitem o alargamento da greve ao final do ano lectivo, caso o Ministério da Educação não responda às reivindicaçõesCréditos / Jotta Club

«Estranhamente, esta alegada quebra de receitas não tem impedido o grupo GPS de continuar a despender milhões de euros para aquisição de mais escolas privadas, nas quais têm como prioridade o despedimento de professores que nelas exercem a sua actividade», afirma a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) em comunicado.

A estrutura sindical refere que o anunciado processo de despedimento no Instituto D. João V, em Pombal, inscreve-se «num quadro persecutório a dirigentes sindicais e a professores sindicalizados», que têm contestado e denunciado publicamente «atropelos, irregularidades e ilegalidades» cometidas pela direcção do Instituto e pelo grupo GPS.

«São professores que nunca abdicaram de defender os seus direitos laborais e profissionais reconhecidos na lei; por isto têm sido vistos como incómodo e entrave às intenções do Instituto», pode ler-se na nota.

Sendo esta, ainda, a comunicação de uma intenção, o Conselho Nacional da Fenprof aguarda que o grupo GPS recue no objectivo de despedir estes docentes.

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