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Enfermeiros retomam greve com elevada adesão

A greve nacional dos enfermeiros foi retomada esta terça-feira, após o Governo não ter apresentado qualquer proposta na última reunião. Nova etapa dura até sexta-feira, dia de manifestação em Lisboa.

Paralisação insere-se nas iniciativas regionais do SEP
Enfermeiros chegaram ao terceiro dia da greve faseadaCréditos

Na conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa, em frente ao Hospital de São José, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), José Carlos Martins, afirmou que a greve mantém níveis significativos, o que demonstra que os profissionais mantêm-se «insatisfeitos».

O terceiro dia da greve nacional realiza-se hoje exclusivamente nos hospitais (blocos operatórios e cirurgia de ambulatório), enquanto amanhã é em todos os serviços hospitalares, excepto os referidos. Na quinta-feira será em todos os centros de saúde e para o último dia está marcada uma manifestação em Lisboa.

Durante a manhã, os sindicatos avançaram com uma adesão geral de 63,6%, sendo que no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a adesão à paralisação se fixou nos 72,7% e no hospital de São João, no Porto, em 73,9%. Há também casos onde a adesão foi total, nomeadamente dos hospitais da Figueira da Foz, de Abrantes e a Maternidade Bissaya Barreto.

Em causa nesta greve está a ausência de uma nova proposta do Governo para as negociações da carreira de enfermagem, que deviam ter terminado em Junho e cuja resolução, afirmam os sindicatos, põe fim a vários problemas e injustiças que afectam os enfermeiros e, como consequência, se reflectirá em melhorias na prestação de cuidados aos utentes.

Sobre as mudanças no Ministério da Saúde, com a entrada da nova ministra, Marta Temido, o presidente do SEP afirmou que, «mais importante que os titulares das pastas, são as políticas». Nesse sentido, salientou que estão à espera que seja apresentada a nova proposta da carreira, que contenha os compromissos assumidos anteriormente pelo Governo.

Além dos compromissos assumidos pelo Governo, em Março, os profissionais continuam a exigir a contratação de mais enfermeiros para colmatar a crónica falta de pessoal no Serviço Nacional de Saúde e que se reflecte no número de camas encerradas e serviços a funcionar «a meio gás» por não haver profissionais suficientes.

As paralisações foram convocadas pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) e o SEP.

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