Uma circular interna da Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), a que o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) teve acesso, confirma que, ao longo do mês de Setembro, «estão previstos apenas 193 programas adicionais no conjunto da actividade» desta ULS. É uma «redução de cerca de um terço do habitual» provocada pela «suspensão de toda a produção adicional em Ortopedia e Neurocirurgia».
Na prática, refere o sindicato, em nota enviada ao AbrilAbril, o resultado é «menos capacidade para operar e tratar os doentes destas especialidades que já estão em lista de espera». Para os doentes, a suspensão «pode significar mais sofrimento, dependência e incerteza» e, para as famílias, «cuidados acrescidos e rendimentos perdidos».
«Viver com dor, perder autonomia ou deixar de conseguir trabalhar não pode ser o preço da incapacidade de decisão do Conselho de Administração e da ministra da Saúde». O SMN exige saber quantos utentes foram afectados, quantas cirurgias adiadas e quando planeia a ULSSA dar por terminada esta suspensão na Ortopedia e Neurocirurgia.
«O tempo de quem decide não pode valer mais do que o tempo de quem sofre». As pessoas que recorrem ao SNS não podem continuar à espera que Ana Paula Martins, ministra da Saúde, e o Governo PSD/CDS-PP continua a adiar as necessárias medidas para resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente a valorização dos seus profissionais.
A Unidade Local de Saúde de Santo António é a entidade responsável pela administração do Hospital de Santo António, Hospital Central Especializado de Crianças Maria Pia, Maternidade de Júlio Dinis, Hospital de Joaquim Urbano, Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães, Hospital de Magalhães Lemos e dos agrupamentos de Centros de Saúde de Gondomar e do Porto Ocidental.
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