As praças do quadro pemanente da Armada acusam o Ministério da Defesa Nacional de, ao fim de onze meses da entrada em vigor das alterações ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), ainda não se terem concretizado as promoções ao posto de Cabo-mor.
Em comunicado, a Associação de Praças considera inaceitável esta situação e considera a existência de dois pesos e duas medidas na Marinha, sublinhando o facto de as alterações ao EMFAR relativas aos oficiais generais já terem sido concretizadas.
«Não ficámos indiferentes à forma ligeira como se processaram, e processam, as promoções ao posto de Comodoro. É preciso estabelecer princípios de equidade e moralidade», pode ler-se no comunicado onde se refere também a dificuldade de articulação e regulamentação, no caso das matérias positivas favoráveis às praças, contrastando com a celeridade quando se trata de questões «que podem assolar negativamente a nossa Classe».
As praças da Marinha, para além de desempenharem praticamente as mesmas funções entre o início e o fim da carreira, coabitam no mesmo posto (Cabo) e na mesma posição remuneratória com diferenças de antiguidade superiores a 20 anos, o que torna a carreira pouco atractiva e motivadora, a exigir um olhar atento dos que sempre falam na chamada «coesão das Forças Armadas!»
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