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MPPM: ataque israelita contra a flotilha é «hostil, criminoso e ilegítimo»

Mais de duas dezenas de barcos da Flotilha Global Sumud foram capturados num acto de «pirataria» de Israel em águas internacionais, a mais de mil km de Gaza. MPPM exige «libertação incondicional e imediata dos activistas».

Concentração Liberdade para o Povo Palestino! Paz no Médio Oriente!, 12 de Outubro de 2023, Lisboa 
Créditos / MPPM

Perante uma Europa complacente, colaboracionista e destituída de qualquer autoridade moral, Israel voltou a protagonizar «um acto de pirataria e de afrontoso desrespeito do direito internacional». Na noite de 29 de Abril, militares israelitas assaltaram e capturaram 21 embarcações da Flotilha Global Sumud em águas internacional, a 1000 km da Faixa de Gaza e a apenas 80 milhas náuticas da ilha grega de Creta. 180 pessoas foram raptadas.

«A violência do exército de Israel e o tratamento desumano imposto aos membros da flotilha é indissociável do genocídio que Israel leva a cabo sobre o povo palestino e do quotidiano de terror nas prisões de Israel», denuncia, em comunicado, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio Oriente (MPPM). Ainda nos cárceres israelitas estão dois membros da flotilha – Thiago Ávila, um activista brasileiro e Saif Abukeshek, um cidadão espanhol e sueco de origem palestiniana.

Segundo a embaixada brasileira, Ávila terá relatado maus-tratos e torturas às mãos dos soldados israelitas que o terão deixado, afirma a sua mulher, temporariamente cego de um olho. É um vislumbre da situação de que são vítimas «os cerca de 10 mil presos palestinos» sequestrados por Israel, alvos da «prática sistemática de tortura, humilhações e privação de alimentação e cuidados médicos adequados» - uma situação amplamente documentado por organizações de direitos humanas palestinianas e israelitas.

O MPPM exige a libertação «incondicional e imediata» dos activistas ainda retidos por Israel, a tomada de uma «posição clara de condenação de mais este crime israelita por parte do Governo português» e a revogação do Acordo de Associação União Europeia-Israel, entre outras reivindicações.

Numa tomada de posição divulgada na segunda-feira, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena igualmente a «nova acção criminosa» de Israel, que apenas se distingue do massacre genocida da população palestiniana pela «impunidade» com que Israel sequestra cidadãos estrangeiros em águas internacionais sem qualquer reacção desses países.

A «libertação de todos os prisioneiros políticos palestinianos das masmorras israelitas, vítimas de todo o tipo de violências e arbitrariedades e ameaçados de execução» é uma das exigências que serão reafirmadas no próximo dia 14 de Maio, numa sessão pública convocada pelo CPPC e pelo MPPM às 18h, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e no dia 15 de Maio, no acto público promovido pela CGTP-IN, pelo CPPC, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído, às 18h, em Lisboa (na Praça Camões).

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