Na próxima semana, os preços dos combustíveis voltam a disparar e a subida acumulada, desde o início da guerra desencadeada por Israel e pelos EUA contra o Irão, pode chegar aos 40 cêntimos, com tendência para continuar a aumentar. A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas alerta num comunicado que o conflito no Médio Oriente está a alimentar comportamentos especulativos, dado que as matérias-primas usadas para a produção destes combustíveis foram compradas «há meses, a valores de antes da guerra». Como tal, insiste, não se justificam os elevados preços de venda praticados hoje, «arrastando para o insuportável o actual custo de vida dos cidadãos e das empresas».
A fim de se evitar uma crise económica, a CPPME exige ao Governo de Luís Montenegro um conjunto de medidas, a começar pelo controlo e fixação dos preços nos combustíveis, gás, electricidade e nos produtos que compõem o cabaz alimentar. O Executivo aprovou esta sexta-feira um novo desconto no imposto (ISP), mas a redução será apenas de 2,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 1,4 cêntimos na gasolina, valores que sobem para 3,2 cêntimos e 1,7 cêntimos por litro, respectivamente, com a incidência do IVA, mas que, face à galopante subida dos preços, não traduzem um alívio significativo no bolso das famílias e das empresas.
Neste sentido, a CPPME reclama medidas como a mitigação das subidas das taxas de juro e a protecção imediata às tesourarias das pequenas e médias empresas, que representam 99% da economia nacional, com apoios à liquidez.
Uma coordenação nacional (e europeia) para evitar que uma crise externa destrua o emprego e actividade económica e a «aceleração e majoração dos incentivos à eficiência energética para reduzir a dependência externa das empresas» são outras das medidas exigidas ao Governo.
A CPPME pede ao Governo «menos "bluff" e mais eficácia nos propalados apoios para mitigar a escalada dos preços dos combustíveis», considerando que se trata de «medidas insuficientes perante o agravamento do custo de vida». A confederação defende ainda iniciativas que reduzam «custos fixos e de contexto», tanto para as micro, pequenas e médias empresas, como para a população.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
