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Deputado comunista denuncia novo pogrom dos «sucessores dos nazis» na Palestina

Ofer Cassif testemunhou o pogrom realizado por «supremacistas» e «terroristas» israelitas em aldeias de Masafer Yatta, Cisjordânia, no mesmo dia em que se assinalava o 81.º aniversário da libertação de Auschwitz.

Colonos israelitas incendeiam pertences de famílias palestinianas em aldeias de Masafer Yatta, Cisjordânia, num ataque coordenado com as forças de ocupação israelitas. 27 de Janeiro de 2026 
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Numa das aldeias que compõe Masafer Yatta, na Cisjordânia, Palestina, local onde foi gravado o documentário No Other Land (vencedor de um óscar em 2025), era possível ouvir os «gritos da aldeia vizinha, sabendo que a nossa seria a próxima. E foi». Numa mensagem enviada por Ofer Cassif, deputado do Partido Comunista de Israel (PCI), ao antigo ministro grego Yanis Varoufakis, é feita uma descrição do «terrorismo demente» dos colonos israelitas que levaram a cabo um «pogrom» contra a população destas aldeias palestinianas, sempre apoiados por membros das «forças de ocupação» israelitas.

«Eles espancam as pessoas até ficarem inconscientes, lançam gás lacrimogéneo, queimam as casas e os pertences, roubam centenas de ovelhas, partem coisas, atiram pedras e disparam». Tudo isto sob o olhar atento e complacente de militares israelitas, que permitiram que tudo decorresse (incluindo o bloquear de ambulâncias) sem limitação. É apenas um reflexo «de toda a sociedade israelita, que permanece silenciosa e passiva, se não activamente cúmplice».

Num vídeo divulgado pelo deputado na sua conta no Twitter (X), um palestiniano é espancado com barrotes de madeira por várias figuras encapuzadas.

Horas antes deste ataque bárbaro contra civis na Palestina, o mundo inteiro (e o Knesset, o parlamento israelita) assinalava o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado a 27 de Janeiro, data em que o Exército Vermelho soviético libertou, em 1945, o campo de concentração de Auschwitz. Para Cassif, um israelita judeu, todos os cúmplices do regime israelita representam, nos dias que correm, os «sucessores do nazismo».

«Os terroristas sem uniforme bloquearam as ambulâncias e os terroristas fardados vieram e cumprimentaram-nos, apertando-lhes as mãos. Todos eles estavam armados», relata Cassif. Imagens deste crime de guerra foram, horas depois, divulgadas nas redes sociais: esta é «a rotina da ocupação, da limpeza étnica e dos crimes de guerra».

Em Tamra, uma cidade ocupada no Norte de Israel, centenas de árabes e judeus protestaram contra o ataque à população civil de Masafer Yatta, estando já convocado um novo protesto no Sábado, em Tel Aviv.

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